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Panvel: Lucro líquido cresce 23% no 3º tri com maior fluxo de clientes em loja

Entre os destaques positivos nas vendas, que chegaram a R$ 1 bilhão, estão os genéricos e medicamentos sem prescrição médica

Panvel: Expansão de lojas deve continuar, com 60 unidades entregues por ano (Panvel/Divulgação)

Panvel: Expansão de lojas deve continuar, com 60 unidades entregues por ano (Panvel/Divulgação)

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Raquel Brandão

10 de novembro de 2022, 20h44

O maior fluxo de clientes impulsionou o crescimento do Grupo Panvel (PNVL3), rede de varejo farmacêutico da região Sul. O lucro líquido cresceu 23,4%, para R$ 22,7 milhões, ou 16,3%, se considerado resultado ajustado que exclui o efeito da regra contábil IFRS16, para R$ 23,6 milhões.

Sobre a última linha do balanço pesou o juro elevado, mesmo com a baixa alavancagem do grupo, na casa dos 0,5 vez, conta Antônio Napp, diretor financeiro e relações com investidores, em entrevista à Exame Invest. O resultado financeiro foi uma despesa de R$  5 milhões, contra R$ 160 mil em despesa financeira líquida um ano antes.

No lado operacional, porém, a receita cresceu 26,5%, para R$ 1 bilhão.  O desempenho, conta Napp, foi puxado não pela inflação, ou seja, reajuste de preços. "Nosso crescimento de vendas está baseado na base de clientes. Nossa base cresceu quase 20% e tíquete médio, 5%", diz ele. Entre os destaques positivos estão os genéricos e OTCs, medicamentos sem prescrição, que têm maior margem. Os genéricos, por exemplo, saltaram de 7,3% para 9,4% das vendas. 

O perfil de vendas mudou bastante, segundo Napp, a partir desse trimestre. Embora o clima frio mais duradouro e severo tenha feito muita gente buscar por antigripais - o que ajudou nas vendas -, esse também foi um trimestre com queda de participação de serviços, como testes e vacinas, e desaparecimento de vendas de kit covid, como máscaras de proteção. "Mas maquiagem  está retomando. Além das nossas iniciativas de conveniência e alimentos agora voltando a render mais frutos."

Embora ainda haja uma ruptura, o executivo diz que a falta de produtos está diminuindo. No geral, são medicamentos e alergia e infecções que estão em maior índice de ruptura. " Mas são perfeitamente substituíveis. Os médicos estão adaptando receita e nossa gestão de estoques permitiu substituição. Mas nos parece que foi mais no primeiro semestre essa ruptura e  pouco agora", conta. De qualquer maneira, o grupo manteve estoques maiores, o que protegeu e ajudou a ganhar participação de mercado, segundo Napp.  

O Ebitda (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia chegou a R$ 48,5 milhões, avanço de 39,1%, com margem de 4,5%.

A companhia também não deve, apesar da disciplina financeira, tirar o pé do acelerador de abertura de lojas, que concentradas na região Sul, devem crescer no ritmo de 60 unidades por ano. "Esse investimento segue e é fundamental, varejo farma ainda é muito físico, é conveniência. Consumidor vai ao balcão, quer se informar", conta, acrecsentando que os investimentos me tecnologia também continuam e apenas os aportes em logística devem perder impulso, dado que a companhia já está operando dois centros de distribuições novos.