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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa de mais de 2% nesta segunda-feira, 4, em uma dia de intensa volatilidade no qual o metal chegou a renovar sua máxima histórica.

A commodity ganhou forte impulso com os comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed) na última semana, sugerindo um fim da alta de juros e até cortes nas taxas no próximo ano.

No entanto, diante da rápida valorização, investidores se desfizeram de posições, pressionando fortemente o metal, que vinha acumulando ganhos. A sessão teve ainda alta do dólar e dos juros dos Treasuries, movimentos que tendem a fazer com que o ouro fique menos atrativo.

Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para fevereiro fechou em baixa de 2,27%, a US$ 2.042,20 por onça-troy.

Na sexta-feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a política monetária dos EUA estava "em território restritivo", alimentando ainda mais o clima cada vez mais otimista no mercado de ouro e empurrando os preços para novos recordes nas negociações da manhã de segunda-feira. Na máxima do dia, o contrato para fevereiro chegou a operar em US$ 2152,30 a onça-troy.

Num contexto econômico sólido, por sua vez, o Julius Baer afirma que tem dificuldade em ver uma inversão tão rápida na política monetária dos EUA. Além disso, o banco nota que a recente recuperação dos preços do ouro foi impulsionada por traders especulativos no mercado de futuros, e não por buscadores de refúgio no mercado físico. "Continuamos convencidos de que um ambiente sem recessão e com taxas de juro acima da média impedirá que os requerentes de refúgio seguro regressem ao mercado do ouro num futuro próximo", afirma.

"O ouro entrou em território recorde com estilo no início das negociações desta semana, rompendo o pico anterior, e então devolvendo tudo", aponta o analista da Oanda Craig Erlam. "Talvez a combinação de ordens pendentes acima do máximo anterior e um momento de falta de liquidez nos mercados tenham contribuído para o movimento extremamente volátil", diz o analista.

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