Oi (OIBR3) reverte lucro e registra prejuízo no 4T21

A divulgação dos resultados da Oi do quarto trimestre do ano passado ocorreu com mais de um mês de atraso.
 (Divulgação/Empiricus)
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Por Carlo CautiPublicado em 05/05/2022 09:35 | Última atualização em 05/05/2022 09:35Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A Oi (OIBR3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2021.

A divulgação dos resultados da Oi do 4T21 ocorreu com mais de um mês de atraso.

Entre outubro e dezembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 1,6 bilhão.

O resultado reverte o lucro de R$ 1,7 bilhão do mesmo período do ano anterior.

Em 2021, o prejuízo foi de R$ 8,381 bilhões. Entretanto, esse resultado negativo se reduziu de 20,4% na comparação com o ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 591 milhões no quarto trimestre do ano passado

Em 2021 como um todo, esse valor foi de R$ 5,6 bilhões.

Entre outubro e dezembro do ano passado a receita foi de R$ 4,5 bilhões, registrando uma queda de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

No ano, a receita somou R$ 17,9 bilhões, queda de 4,5% em relação a 2020.

Os investimentos (Capex) da Oi subiram 12,6% no quarto trimestre do ano passado, chegando a R$ 1,96.

No ano, o Capex da empresa foi de R$ 7,54 bilhões, alta de 4,5%.

A dívida líquida, por sua vez, somou R$ 32,6 bilhões, com uma posição de caixa de R$ 3,3 bilhões. No trimestre, foi registrada uma queda de R$ 844 milhões e no ano de R$ 1,266 bilhão.

Resultados da Oi (OIBR3) adiados duas vezes

Os resultados da Oi foram adiados duas vezes em relação da previsão originária do dia 29 de março.

Esses adiamentos foram provocados por uma série de razões, entre as quais a venda da unidade de telefonia móvel para a Vivo (TLNC34), Tim (TIMS3) e Claro, que aumentou a complexidade da compilação do balanço.

A Oi salientou a necessidade de obter pareceres de auditores independentes antes de divulgar suas demonstrações financeiras.

A venda da operação de telefonia móvel foi realizada em dezembro de 2020, mas só terminou no dia 20 de abril por um valor de R$ 15,9 bilhões.

Essa operação foi considerada pelo mercado com um passo fundamental para a saída da Oi da recuperação judicial.