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Morgan Stanley vê piora de confiança no S&P, Goldman discorda

Dois dos principais estrategistas de renda variável de Wall Street estão em lados opostos da discussão sobre a capacidade de os EUA evitar uma recessão

S&P 500: O índice S&P 500 registrou seu terceiro declínio semanal consecutivo, a mais longa sequência de baixa desde fevereiro (Jesada Wongsa/Getty Images)

S&P 500: O índice S&P 500 registrou seu terceiro declínio semanal consecutivo, a mais longa sequência de baixa desde fevereiro (Jesada Wongsa/Getty Images)

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Agência de notícias

Publicado em 21 de agosto de 2023 às 11h22.

Dois dos principais estrategistas de renda variável de Wall Street estão em lados opostos da discussão sobre a capacidade de os EUA evitar uma recessão, e o que isso significa para as ações americanas após três semanas de quedas.

Enquanto Michael Wilson, do Morgan Stanley, diz que a confiança provavelmente se enfraquecerá ainda mais se os investidores começarem a questionar o quanto a economia dos EUA consegue sustentar seu crescimento, David Kostin, do Goldman Sachs, diz que há espaço para aumentar ainda mais a exposição se a economia continuar no rumo de um pouso suave.

O indicador de sentimento do mercado acionário americano do Goldman — que agrega nove métricas de posicionamento, incluindo exposição de fundos alavancados, demanda de investidores estrangeiros e fluxos de fundos — caiu na semana passada após subir desde dezembro.

Mas Kostin disse que espera que esse declínio seja passageiro e que os hedge funds, os fundos mútuos e os pequenos investidores aumentarão suas apostas otimistas se o “ambiente de mercado continuar melhorando”.

Wilson, por outro lado, disse que os investidores estão otimistas demais com um pouso suave da economia. Ele disse que o esfriamento da inflação prejudicou a capacidade das empresas americanas de aumentar preços, e isso deve piorar ao longo do ano se a demanda do consumidor diminuir.

Além disso, “ainda não sabemos a resposta para a pergunta, sobre um pouso suave e sobre a recuperação associada do poder de precificação”, escreveu Wilson em nota. A aversão ao risco deve persistir até o quarto trimestre ou o primeiro de 2024, “caso os fundamentos se deteriorem como esperamos, e o mercado não”, acrescentou.

Wilson previu corretamente a queda das ações no ano passado e manteve sua visão pessimista este ano, mesmo quando o mercado se recuperava.

O índice S&P 500 registrou seu terceiro declínio semanal consecutivo, a mais longa sequência de baixa desde fevereiro, em meio a sinais de força da economia que reforçaram as apostas de que o Federal Reserve manterá os juros mais altas por mais tempo.

A próxima pista sobre a perspectiva de política monetária do banco central americano virá no final desta semana, quando o presidente Jerome Powell discursa no simpósio anual em Jackson Hole.

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