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Morgan Stanley diz que Copa não é razão para pessimismo com cartões

Ações de Cielo, PagSeguro e Stone tiveram queda em meio a temor de que Copa diminua volume financeiro; Morgan Stanley discorda do fundamento

Maquininhas: preocupação do mercado com volume financeiro na Copa (Germano Lüders/Exame)

Maquininhas: preocupação do mercado com volume financeiro na Copa (Germano Lüders/Exame)

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Estadão Conteúdo

26 de novembro de 2022, 16h05

O banco norte-americano Morgan Stanley vê o Brasil como favorito para vencer a Copa do Mundo do Catar e conseguir o sonhado hexa, duas décadas após conquistar o pentacampeonato. O gigante de Wall Street diz também não entender o pessimismo com o setor de cartões no País, que prevê perda de bilhões de reais no volume financeiro capturado por conta dos jogos. Isso se reflete na queda de ações como Cielo, no Brasil, e PagSeguro e Stone, no exterior.

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Analistas do Morgan Stanley afirmam que o setor de cartões não deve ser um dos perdedores do torneio. Ao analisar dados de outros mundiais, eles concluem: "Não há evidências consistentes de que os volumes de cartões sofram durante a Copa do Mundo, ao contrário da recente narrativa de baixa", afirmam Jorge Kuri, Jorge Echevarria e Andrew Geraghty, em comentário a clientes.

Aproveite os jogos

De acordo com eles, os dados históricos são "limitados", mas, em geral, o volume financeiro de transações com cartões teve desempenho em linha nas últimas quatro Copas do Mundo. "Então, preocupe-se menos e aproveite os jogos", sugerem os analistas do Morgan Stanley, ressaltando que não há evidências de que as transações com cartões se enfraqueçam durante a Copa do Mundo.

Dos últimos quatro mundiais, o setor de cartões teve desaceleração em dois, sendo um deles em 2014, quando o Brasil sediou o torneio. "Mas o diabo está nos detalhes: uma vez ajustados o desempenho da seleção brasileira e do País como anfitrião, as evidências corroboram a visão otimista (para o setor de cartões)", reforçam os analistas do Morgan.

Na Copa da famosa derrota do Brasil de 7 a 1 para a Alemanha, em 8 de julho, o volume do setor de cartões cresceu 7% no trimestre do mundial, abaixo da média de 9%, considerando uma faixa de expansão de 8% a 10% durante os dois anos anteriores e os dois posteriores. Ainda assim, nada comparado ao "luto" que o futebol brasileiro vivenciou na ocasião.

Para Kuri, Echevarria e Geraghty, as previsões de Stone e PagSeguro corroboram a visão do banco de um impacto limitado no setor de cartões por conta da Copa do Mundo. A Stone estima uma baixa de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões durante os jogos, que correspondem de 2,5% a 3,5% do seu volume trimestral.

Já para a PagSeguro a Copa pode significar uma perda de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, equivalente entre 3% e 4%, na mesma base de comparação. "Evidentemente, não é uma mudança de jogo", concluem.

Quem ganha?

O Brasil deve levar o hexa para casa em cima da Inglaterra, no dia 18 de dezembro, de acordo com cálculos do Morgan Stanley. As chances de os brasileiros ganharem o mundial são de 33% contra 5% dos ingleses, prevê a instituição.

Como possível oponente do Brasil, o Morgan Stanley vê ainda chances de a Seleção enfrentar a França na final, com 13%, seguida por Bélgica, com 6%, e Alemanha, com 2%.

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