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Ibovespa em 2023: o que esperar da primeira prévia da nova carteira do índice

Analistas não esperam nenhuma adição para o principal índice da B3 no próximo ano, mas avaliam uma exclusão

Painel de cotações da B3: bolsa divulga prévia da nova carteira do Ibovespa (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotações da B3: bolsa divulga prévia da nova carteira do Ibovespa (Germano Lüders/Exame)

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Da Redação

1 de dezembro de 2022, 06h03

A B3 divulga nesta quinta-feira, 1, sua primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que será válida a partir do dia 2 de janeiro de 2023. A expectativa dos analistas do Bank of America (BofA) e do Itaú BBA é que o principal índice da B3 não terá nenhuma nova adição e apenas uma exclusão: a da empresa de tecnologia Positivo (POSI3).

“Em nossa opinião, POSI3 pode ser excluída do índice, pois as métricas de negociabilidade estão abaixo do limite para membros do Ibovespa”, afirma o banco. 

Para participar do Ibovespa, o ativo deve atender a alguns requisitos, entre eles, o volume de negociação na bolsa (veja mais detalhes abaixo).

Os analistas destacam ainda que CBA (CBAV3), M.Dias Branco (MDIA3) e Movida (MOVI3) ainda não se classificam para o Ibovespa em termos de negociabilidade, mas estão no caminho. 

Por outro lado, Eztec (EZTC3) e Fleury (FLRY3) estão com níveis de negociabilidade baixos, e podem ser prejudicadas em rebalanceamentos seguintes.

A B3 divulga ainda duas prévias adicionais para o próximo ano, que serão divulgadas em  16 e 29 de dezembro. 

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Quais critérios uma ação deve atender para entrar no Ibovespa?

São quatro os critérios que uma ação ou unit deve atender para entrar no principal índice de ações da B3. São eles:

  1. Estar entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das três carteiras anteriores, em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade (IN), representem em conjunto 85% (oitenta e cinco por cento) do somatório total desses indicadores;
  2. Ter presença em pregão de 95% (noventa e cinco por cento) no período de vigência das três carteiras anteriores
  3. Ter participação em termos de volume financeiro maior ou igual a 0,1% no mercado a vista (lote-padrão), no período de vigência das 3 (três) carteiras anteriores. 
  4. Não ser classificado como penny stock – ações ou units cotadas na casa dos centavos. 

Ibovespa em 2023: o peso das ações irá mudar?

Analistas do Itaú BBA reforçam ainda que o peso das ações no Ibovespa pode mudar. Atualmente o índice conta com 92 ativos, sendo os de maior peso:

  1. Vale (VALE3): 13,697%
  2. Petrobras (PETR4): 7,306%, 
  3. Itaú Unibanco (ITUB4): 6,101%, 
  4. Petrobras (PETR3): 4,792% 
  5. Bradesco (BBDC4): 4,766%.

Segundo o BBA, a Vale, que é a ação de maior peso no índice, deve sofrer redução da sua participação, assim como a Weg (WEGE3)

“Os papéis ultrapassaram seus limites de negociabilidade após o forte desempenho das ações desde o reequilíbrio de setembro”, escreveram os analistas.

“O peso da Vale cairá para 16,4% dos 18,1% atuais, mas permanecerá acima do peso de 13,7% registrado durante o último rebalanceamento. O peso do WEGE3 pode cair para 2,5% de 2,76% atualmente, mas também se manterá acima do peso de 2,14% registado no último reequilíbrio”, completam.

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