GPA (PCAR3) pode subir até 95% segundo Itaú BBA; ação lidera ganhos na bolsa

Analistas estimam que papel tem potencial de alta mesmo com possíveis provisões trabalhistas no radar
Grupo Pão de Açúcar: ações da companhia lideram ganhos do Ibovespa após recomendação do BBA (Germano Luders/Exame)
Grupo Pão de Açúcar: ações da companhia lideram ganhos do Ibovespa após recomendação do BBA (Germano Luders/Exame)
Beatriz Quesada
Beatriz QuesadaPublicado em 28/06/2022 às 11:57.

As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) lideram os ganhos do Ibovespa e sobem perto de 5% na bolsa após o Itaú BBA retomar a cobertura da ação com recomendação de outperform, equivalente a compra. 

O novo preço-alvo para o papel é de R$ 32, o que representa um potencial de valorização (upside) de 95% frente ao último fechamento do papel, em R$ 16,42.

Mesmo com descontos significativos para cada unidade de negócio  do GPA – operação brasileira, Éxito e Cnova – a ação oferece uma relação de risco-retorno positiva segundo o relatório do BBA divulgado nesta terça-feira, 28.

“Fizemos uma análise de sensibilidade sobre o preço atual da ação e possíveis valores de monetização para Éxito e Cnova para aferir o valor implícito da operação brasileira. Concluímos que, mesmo com o desconto de aproximadamente 50% no preço de tela da Éxito e da Cnova, o valor atribuído à operação brasileira é próximo de zero. Acreditamos, portanto, que uma potencial monetização geraria valor para o PCAR3”, afirmaram os analistas liderados por Thiago Macruz.

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Na avaliação do BBA, as crescentes preocupações sobre possíveis provisões trabalhistas são parcialmente responsáveis ​​pelo atual preço das ações. A principal dúvida dos investidores é a venda da operação Extra.

“A transação incluiu o fechamento de algumas lojas e um centro de distribuição, bem como a demissão de funcionários, o que pode exigir algumas provisões trabalhistas pela frente. Embora ainda seja cedo para estimar o valor dessas provisões, elas podem chegar a bilhões de reais”, avaliaram.

Como próximos passos, o GPA deve focar no segmento premium de varejo de alimentos, movimento que começou com a venda da divisão hiper nas operações da empresa. O foco agora fica com a aceleração das lojas com a bandeira de “proximidade”, unidades de bairro com itens essenciais, bem como melhorar a receita sob a marca Pão de Açúcar.

Para o BBA, os papéis são uma boa oportunidade de investimento, de olho no potencial de monetização das operações que são o novo foco do GPA.