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Dólar tem leve alta e vai a R$ 3,98, mas cautela continua

Moeda avançou 0,15% no dia, acumulando alta de 2,03% na semana

Notas de dólar: moeda fechou em alta de 0,15% nesta sexta e acumulou ganhos de 2% na semana, após duas semanas de queda (Adam Gault/Thinkstock)
DR

Da Redação

Publicado em 12 de fevereiro de 2016 às 16h36.

SÃO PAULO - O dólar fechou em leve alta frente ao real nesta sexta-feira, influenciado pelo bom humor nos mercados externos diante do salto dos preços do petróleo , embora persista a cautela em relação às perspectivas fiscais brasileiras.

O dólar avançou 0,15 por cento, a 3,9895 reais na venda, acumulando alta de 2,03 por cento na semana. A moeda norte-americana havia recuado nas duas semanas anteriores e se mantém abaixo de 4 reais durante todo este mês.

O dólar futuro, que havia ampliado o avanço após o fechamento do mercado à vista na sessão passada, recuava cerca de 0,3 por cento no final desta tarde.

"Com a estabilização dos mercados de ações e do petróleo, a busca por ativos mais seguros perdeu força", escreveram analistas do banco Brown Brothers Harriman em nota a clientes.

Eles ressaltaram, porém, que a volta dos mercados chineses na segunda-feira, após feriado de uma semana, deve trazer novos elementos de incerteza. Esse efeito deve ser acentuado ainda porque os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes.

Temores de que a fraqueza na economia chinesa e o tombo dos preços do petróleo contaminem a economia global vêm reduzindo o apetite por ativos de maior risco e pressionando moedas emergentes, como o real. Declarações do ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei, alimentaram expectativas de corte coordenado na produção de petróleo, elevando fortemente os preços da commodity nesta sessão.

Esse movimento serviu de gatilho para melhora no sentimento nos mercados globais, mas operadores ressaltavam que o humor continuava frágil.

"O petróleo está muito volátil. Não dá para comprar a ideia de que essa alta (da commodity) vai continuar na semana que vem", disse o operador de uma corretora internacional.

No cenário local, investidores permaneciam apreensivos com as perspectivas fiscais no Brasil, após o governo adiar para março a divulgação do corte no Orçamento.

Duas fontes afirmaram à Reuters que os empenhos mensais serão limitados, até março, a 1/18 das despesas discricionárias previstas no Orçamento dos órgãos do governo para tentar dar um sinal de austeridade fiscal.

"O mercado está sedento por mais informações sobre o ajuste fiscal. Há muitas incertezas e isso favorece a volatilidade", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 4,068 bilhões de dólares, ou cerca de 40 por cento do lote total, que equivale a 10,118 bilhões de dólares.

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SÃO PAULO - O dólar fechou em leve alta frente ao real nesta sexta-feira, influenciado pelo bom humor nos mercados externos diante do salto dos preços do petróleo , embora persista a cautela em relação às perspectivas fiscais brasileiras.

O dólar avançou 0,15 por cento, a 3,9895 reais na venda, acumulando alta de 2,03 por cento na semana. A moeda norte-americana havia recuado nas duas semanas anteriores e se mantém abaixo de 4 reais durante todo este mês.

O dólar futuro, que havia ampliado o avanço após o fechamento do mercado à vista na sessão passada, recuava cerca de 0,3 por cento no final desta tarde.

"Com a estabilização dos mercados de ações e do petróleo, a busca por ativos mais seguros perdeu força", escreveram analistas do banco Brown Brothers Harriman em nota a clientes.

Eles ressaltaram, porém, que a volta dos mercados chineses na segunda-feira, após feriado de uma semana, deve trazer novos elementos de incerteza. Esse efeito deve ser acentuado ainda porque os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes.

Temores de que a fraqueza na economia chinesa e o tombo dos preços do petróleo contaminem a economia global vêm reduzindo o apetite por ativos de maior risco e pressionando moedas emergentes, como o real. Declarações do ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei, alimentaram expectativas de corte coordenado na produção de petróleo, elevando fortemente os preços da commodity nesta sessão.

Esse movimento serviu de gatilho para melhora no sentimento nos mercados globais, mas operadores ressaltavam que o humor continuava frágil.

"O petróleo está muito volátil. Não dá para comprar a ideia de que essa alta (da commodity) vai continuar na semana que vem", disse o operador de uma corretora internacional.

No cenário local, investidores permaneciam apreensivos com as perspectivas fiscais no Brasil, após o governo adiar para março a divulgação do corte no Orçamento.

Duas fontes afirmaram à Reuters que os empenhos mensais serão limitados, até março, a 1/18 das despesas discricionárias previstas no Orçamento dos órgãos do governo para tentar dar um sinal de austeridade fiscal.

"O mercado está sedento por mais informações sobre o ajuste fiscal. Há muitas incertezas e isso favorece a volatilidade", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 4,068 bilhões de dólares, ou cerca de 40 por cento do lote total, que equivale a 10,118 bilhões de dólares.

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