Mercados

Criação de emprego nos EUA impulsiona dólar ante real

Os níveis de preço do dólar perto de R$ 2,270 no mercado à vista e de R$ 2,280 no mercado futuro deixam os investidores em alerta para um eventual novo leilão do BC


	No mercado à vista, às 9h42, o dólar estava em alta, a R$ 2,2680 (+0,84%), após oscilar de R$ 2,2610 (+0,53%) a R$ 2,2710 (+0,98%)
 (Arif Ali/AFP)

No mercado à vista, às 9h42, o dólar estava em alta, a R$ 2,2680 (+0,84%), após oscilar de R$ 2,2610 (+0,53%) a R$ 2,2710 (+0,98%) (Arif Ali/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de julho de 2013 às 10h40.

São Paulo - O mercado de câmbio doméstico abriu nesta quarta-feira, 03, com o dólar em alta, alinhado com a valorização da moeda norte-americana no exterior.

Nos Estados Unidos, o anúncio sobre a criação de 188 mil empregos em junho no setor privado, acima da previsão de 160 mil, deu fôlego aos ganhos do dólar ante o euro e a moedas com forte correlação a commodities, como o real brasileiro.

Esse dado eleva a expectativa pelos números oficiais do mercado de trabalho, que saem na sexta-feira, 05, após o feriado norte-americano do Dia da Independência na quinta-feira.

A pesquisa divulgada nesta quarta pela Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA) é considerada um indicador sobre a tendência do relatório mensal sobre o mercado de trabalho do governo dos EUA (payroll), que engloba também dados do setor público.

No mercado à vista, às 9h42, o dólar estava em alta, a R$ 2,2680 (+0,84%), após oscilar de R$ 2,2610 (+0,53%) a R$ 2,2710 (+0,98%). A taxa de abertura foi a R$ 2,2650 (+0,71%).

No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar para agosto de 2013 subia a R$ 2,280 (+0,48%). Depois de abrir a R$ 2,2780 (+0,40%), esse vencimento da moeda norte-americana oscilou de R$ 2,2745 (+0,24%) a R$ 2,2845 (+0,68%).

Os níveis de preço do dólar perto de R$ 2,270 no mercado à vista e de R$ 2,280 no mercado futuro (contrato de agosto) deixam os investidores em alerta para um eventual novo leilão do Banco Central.

O gerente de câmbio de uma corretora defendeu que o BC deveria testar um leilão de venda à vista porque em sua opinião o mercado anda ávido por dólar em espécie.


Para esse especialista, o receio com o clima político doméstico, a ameaça de revisão de rating do País e o crescimento fraco incomodam muito os agentes financeiros a ponto de neutralizar o apelo dos juros altos para atrair novos investidores ao País.

"Todas as medidas para atrair investimentos são anuladas pela piora de percepção sobre o Brasil", avaliou.

No entanto, para um operador de tesouraria de um grande banco nacional não há demanda aparente por dólar à vista, mas sim interesse pela compra de moeda para proteção (hedge) cambial. Por isso, segundo essa fonte, o BC tem se concentrado na oferta de moeda no mercado futuro, através de leilões de swap cambial.

Este operador lembrou que, na tarde da última sexta-feira, 28, o BC fez uma consulta ao mercado para avaliar se havia demanda por empréstimo de linha em dólar com compromisso de recompra futura. Porém, aparentemente não há essa demanda, porque o BC não atua desde segunda-feira, comentou.

Há muita expectativa pelos dados de fluxo cambial de junho e no acumulado do primeiro semestre, que serão divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central às 12h30.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedas

Mais de Mercados

A visão apocalíptica do mercado sobre empresas de software na era da IA

O inverno chegou para as criptomoedas? Para analistas, tudo indica que sim

Fôlego de última hora não poupou Nvidia de pior semana do ano na bolsa

Lembra dela? DeepSeek derrubou mercados há um ano — como está a empresa hoje?