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Braskem perde grau de investimento com rebaixamento de nota pela Fitch

Apesar de a companhia ainda ter o grau de investimento pela S&P, com nota BBB-, a perspectiva não é das melhores

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Apesar de a companhia ainda ter o grau de investimento pela S&P, com nota BBB-, a perspectiva não é das melhores. (Lucas Landau/Getty Images)

Apesar de a companhia ainda ter o grau de investimento pela S&P, com nota BBB-, a perspectiva não é das melhores. (Lucas Landau/Getty Images)

A Fitch Ratings cortou na quinta-feira, 14, a nota de crédito em escala global da Braskem de “BBB-” (grau de investimento) para “BB+” (grau de não-investimento especulativo), colocando o rating em observação negativa ao citar "o aumento dos riscos ambientais e novas reclamações de R$ 1 bilhão associadas ao possível colapso de uma mina de sal-gema no contexto do evento geológico em Alagoas, o que poderia piorar o perfil do fluxo de caixa da empresa”.

Ainda em nota, a Fitch disse esperar que a métrica fique negativa por mais tempo do que o esperado, enquanto a empresa "permanece exposta a uma desaceleração prolongada no setor petroquímico, o que resultou em um aumento significativo da dívida líquida". Apesar de a companhia ainda ter o grau de investimento pela S&P, com nota BBB-, a perspectiva não é das melhores.

Ação judicial

Na tarde de ontem, as ações da Braskem (BRKM5) operavam em queda no Ibovespa, chegando a cair 5%. Os papéis fecharam negociados a R$ 16,92, virando de vez para o campo negativo depois que o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) entraram com pedido na Justiça para que sejam bloqueadas R$ 1 bilhão da companhia.

O pedido de bloqueio ocorre após a audiência de conciliação com a Braskem. A reunião, classificada como “frustrada” pelo MP, foi encerrada sem a realização de um acordo entre todas as partes.

Além do bloqueio do montante de R$ 1 bilhão, a petição do MPF ainda determina, caso haja a persistência do descumprimento da ordem judicial por parte da Braskem:

  • reconhecimento da litigância de má-fé e configuração de ato atentatório à justiça;
  • encaminhamento dos autos ao MPF a fim de adotar as providências quanto ao crime de desobediência;
  • multa diária de R$ 50 mil ao presidente da Braskem, Roberto Bischoff, caso persista o descumprimento da ordem judicial.

O que diz a Braskem (BRKM5)?

A Braskem argumenta que tem discordâncias técnicas e que pretende recorrer da decisão que determinou a indenização dos imóveis das novas áreas abrangidas pelo Mapa de Linhas de Ações Prioritárias (mapa de risco), seja através do Programa de Compensação Financeira (PCF), seja pela desvalorização do imóvel.

A atualização do mapa inclui imóveis em parte do Bom Parto, da rua Marquês de Abrantes e da Vila Saém, além de imóveis no bairro do Farol, todos como área de monitoramento, cuja realocação é opcional.

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