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Após ficar entre as maiores altas do Ibovespa no pregão de ontem, 6, agora o Bradesco (BBDC4) lidera as quedas do pregão desta quarta-feira. Por volta das 13h30, os papéis preferenciais e ordinários do banco recuavam 15,72% e 13,84%, respectivamente. A queda livre acontece devido à decepção dos investidores com os números reportados do quarto trimestre de 2023.

No período, o lucro líquido do Bradesco foi contabilizado em R$ 2,8 bilhões, valor que é 80% superior ao registrado no mesmo período de 2022 — vale lembrar que os números foram impactados pelas previsões para o caso Americanas (AMER3). No entanto, o resultado ficou 37,7% aquém do apresentado no trimestre anterior. Além disso, a instituição ficou abaixo de quase todos os indicadores fornecidos em seu conjunto de projeções oficiais (guidance).

Além do lucro, guidance decepciona

A Guide Investimentos destaca que o resultado do Bradesco foi negativamente afetado por despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), ainda bastante elevadas e crescentes. Despesas gerais e administrativas elevadas também pesaram contra. “Além disso, a receita de serviços continuou estagnada — com exceção do setor de seguros, que continuou apresentando bons resultados.”

Outro ponto que gerou impactos pouco positivos ao banco foi o guidance apresentado. É o que avalia Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos. Segundo ele, as projeções foram consideradas tímidas em relação aos seus principais pares de setor. “Apontaram uma rentabilidade de apenas 11%, sendo que a do último trimestre foi mais fraca. Enquanto isso, o Itaú (ITUB4), que é o seu principal competidor, entrega mais de 20%”, diz.

Bradesco está parado no tempo?

Para Cleide Rodrigues, analista-chefe da Money Wise Research, o Bradesco “está patinando” há algum tempo. “Depois da pandemia, o PDD aumentou muito, reduziu a margem líquida e consequentemente o lucro.”

Junto a isso, ela destaca que o processo de reestruturação do banco, que contou até com a troca de comando, são esforços de contornar esse cenário menos positivo, mas ainda não trouxeram os resultados buscados. “Acredito que isso se deve ao fato de o Bradesco ter se perdido no tempo, não foi se atualizando. Se as empresas e bancos não se modernizam, acabam ficando para trás”, diz Cleide.

O mesmo argumento é levantado por Cruz. “O Bradesco faz os movimentos certos, mas sempre muito atrasado em relação aos seus principais pares”, diz. A exemplo disso, o analista lembra a questão das contas internacionais, que quando o Bradesco deu início à estratégia, o Itaú já havia adquirido a Avenue. Outro ponto que ele cita é a competição em relação às corretoras. Enquanto o principal concorrente adquiriu uma parcela da XP, o banco paulista comprou a Ágora e, segundo o especialista, “não aproveitou muito bem e o negócio não era muito funcional”.

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