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Bolsas de Nova York fecham perto da estabilidade

Por Gustavo Nicoletta Nova York - Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam perto da estabilidade, apesar de terem passado boa parte da sessão em alta, impulsionados pelo acordo do presidente norte-americano, Barack Obama, com líderes do Partido Republicano sobre os cortes de impostos no país. Posteriormente, no entanto, as críticas de […]

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Da Redação

Publicado em 7 de dezembro de 2010 às 19h19.

Por Gustavo Nicoletta

Nova York - Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam perto da estabilidade, apesar de terem passado boa parte da sessão em alta, impulsionados pelo acordo do presidente norte-americano, Barack Obama, com líderes do Partido Republicano sobre os cortes de impostos no país. Posteriormente, no entanto, as críticas de membros do próprio partido democrata ao acordo e a incerteza em relação à aprovação do orçamento da Irlanda para 2011 - que garantirá o auxílio financeiro ao país - puxaram as bolsas para baixo.

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O Dow Jones caiu 3,03 pontos, ou 0,03%, para 11.359,16 pontos, e ao longo do pregão tocou a máxima de 11.450,89 pontos - pouco menos que a máxima de 11.451,53 pontos atingida em 5 de novembro e que atualmente ocupa o posto de maior nível durante o pregão desde setembro de 2008. O destaque de queda entre os componentes do Dow Jones foram as ações da 3M, que recuaram 3,10% após a companhia divulgar estimativas de lucro e de receita para 2011 que ficaram abaixo do esperado pelo mercado.

O Nasdaq subiu 3,57 pontos, ou 0,14%, para 2.598,49 pontos. O S&P 500 avançou 0,63 ponto, ou 0,05%, para 1.223,75 pontos, após tocar a máxima de 1.235,05 pontos durante o pregão - maior nível durante as negociações desde 22 de setembro de 2008.

As Bolsas norte-americanas apresentavam ganhos significativos pela manhã, impulsionadas pela notícia de que Obama fechou um acordo com os líderes da oposição para estender ao restante da população norte-americana cortes de impostos que antes beneficiavam apenas os mais ricos.

"Isso eliminou, no terreno político, parte da incerteza que tinha potencial para impedir as empresas de investirem ou contratarem", disse Bob Baur, economista-chefe global da Principal Global Investors. Segundo ele, se uma empresa não sabe quanto vai gastar com impostos no ano seguinte, não consegue avaliar quanto dinheiro poderá ser alocado para outras finalidades.

Os cortes de impostos, no entanto, ainda precisam ser aprovados pelo Congresso e o acordo de Obama já atrai críticas de membros de seu próprio partido. O líder democrata na Câmara dos Representantes, Steny Hoyer, atacou os cortes de impostos para a parcela mais rica da população dos EUA, enquanto a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que uma das medidas, focada na redução de impostos ligados a imóveis, "beneficiaria 39 mil das famílias mais ricas da América".

Num discurso realizado pouco antes do encerramento do pregão, Obama defendeu o acordo com os republicanos, argumentando que "uma disputa política prolongada que entrasse no próximo ano poderia ser boa política, mas seria ruim para a economia". Apesar disso, o presidente dos EUA também disse que vai lutar daqui a dois anos para que os cortes de impostos para os mais ricos, adotados durante o governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush, sejam revogados.

Na Europa, o euro recuou refletindo as preocupações com a situação fiscal da Irlanda, visto que até o fechamento do mercado o orçamento para 2011, que reduzirá os gastos públicos em 6 bilhões, não havia sido aprovado formalmente - exigência para que o país receba ajuda financeira da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

A expectativa, no entanto, é de que o governo consiga aprovar o orçamento, após dois parlamentares independentes terem anunciado no fim da tarde que apoiarão a proposta. "A boa notícia é que, aparentemente, o ministro de Finanças irlandês, Brian Lenihan, conseguiu apoio para selar o pacote de auxílio", disse Michael Shea, sócio gerente da Direct Access Partners. "A notícia ruim (para o euro) é que Lenihan aparentemente conseguiu apoio doméstico para selar o pacote de auxílio."

"Isso é ruim para o euro porque mesmo se os parlamentares chegarem a um pacote final que teoricamente não dilua a moeda, os mercados terão dificuldade em acreditar nisso. Some a essa situação a incerteza em relação a quanto custaria um auxílio para Portugal e possivelmente Espanha e Itália", acrescentou Shea.

Entre as ações que tiveram destaque na sessão, as do Citigroup fecharam em alta de 3,82% após o Departamento do Tesouro dos EUA ter vendido a participação que ainda detinha no banco por US$ 10,5 bilhões. As informações são da Dow Jones.

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