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Bancos devem ter diferenças “fora do comum” em desempenho e lucratividade em 2023, diz Credit Suisse

BB e Itaú permanecem como as escolhas preferidas do CS no setor

BB deve ter ROE em torno de 19% a 20%, nas estimativas do banco de investimentos (Luiz Souza/NurPhoto/Getty Images)

BB deve ter ROE em torno de 19% a 20%, nas estimativas do banco de investimentos (Luiz Souza/NurPhoto/Getty Images)

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Karina Souza

23 de janeiro de 2023, 09h50

O Credit Suisse aponta que os quatro principais bancos de varejo do país devem ter desempenhos bastante distintos ao longo deste ano. O aumento das provisões relacionadas à Americanas, bem como o aumento das provisões, taxas de juros altas por mais tempo e a incerteza sobre a independência do Banco Central são fatores que pesam no setor como um todo. 

Em um olhar individual, Banco do Brasil e Itaú devem apresentar o melhor desempenho, com ROEs em torno de 19% a 20%, “beneficiados pelo ambiente de alta de juros e de qualidade de ativos superior”. Por isso, permanecem sendo as principais escolhas do Credit no setor. 

Do outro lado, estão Bradesco e Santander, com previsão de ROE referente ao quarto trimestre de 2022 em torno de 10%, justamente em razão da pior qualidade de ativos em varejo e Corporativo, e margem de mercado ainda negativa desempenho devido a perdas de ALM.

Nessa análise, o banco rebaixou a classificação do Santander para Underperform e estabeleceu um novo preço-alvo de R$ 31, ante R$ 35, o que implica em um upside de 6% em relação à cotação atual. “O banco está sendo negociado a P/L de nove vezes, o que não avaliamos consistente com o cenário de baixa rentabilidade”, escrevem os analistas Marcelo Telles e Daniel Vaz.

Em relação ao Bradesco, a projeção de lucro líquido para o ano foi reduzida em 12%, para R$ 23 bilhões, principalmente em razão de redução de margem de lucro e maiores provisões. O preço-alvo para o banco é de R$ 16 (ante R$ 19), refletindo um upside também tímido, de 9%.