Alta do minério, juros americanos, Oi, Anima e o que mais move o mercado

Investidores esperam por políticas mais duras do Fed; petróleo cai, após novo lockdown na China
Minério de ferro da Vale (Germano Lüders/Exame)
Minério de ferro da Vale (Germano Lüders/Exame)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 28/03/2022 às 07:09.

Última atualização em 28/03/2022 às 08:41.

O mercado internacional iniciou esta segunda-feira, 28, sem uma direção definida, enquanto preocupações sobre inflação e o ritmo das políticas contracionistas do Federal Reserve (Fed)  impulsionam apostas de alta de juros nos Estados Unidos. 

O rendimento dos títulos de 2 anos avançam para o maior patamar desde abril de 2019, a 2,38%. Ou seja, a expectativa do mercado é de que esse seja o juro médio do período. 

A perspectiva de juros mais elevados penaliza os índices futuros de Wall Street, que operam em leve queda nesta manhã. Na Europa, as bolsas sobem, tendo como pano de fundo a desvalorização de commodities energéticas. 

Commodities

O petróleo brent, negociado no Reino Unido, recua a cerca de US$ 113, após ter encerrado a última semana próximo de US$ 120 por barril. A desvalorização ocorre em meio a temores sobre os efeitos de novas restrições para conter o coronavírus na China, após Xangai entrar em lockdown. 

Apesar da depreciação do petróleo, o minério de ferro negociado em Dalian subiu cerca de  6% nesta madrugada, batendo a máxima em sete meses, segundo a Reuters. Injeção de liquidez por parte do Banco Popular da China, o BC chinês, teria motivado a apreciação para acima de US$ 150 por tonelada.

Além da variação de preços das commodities, que deve ter impacto direto sobre as principais ações do Ibovespa, notícias corporativas seguem no radar de investidores brasileiros.

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Anima

A Anima (ANIM3), da Anhembi Morumbi e São Judas, divulgou seu balanço do quarto trimestre nesta manhã. A empresa aumentou sua receita líquida em 125,7% para R$ 848,5 milhões, impulsionada, principalmente, pelas aquisições da companhia. A base de alunos saltou 191,2% para 321.021. O prejuízo líquido ajustado, porém, cresceu 373,8% para R$ 92,3 milhões.

Os papéis da companhia subiram 15% na última semana, com o setor voltando às atenções de investidores, após o resultado da Cogna (COGN3). que subiu cerca de 20% somente no úlimo pregão. A alta na semana foi de 27%.

Oi

A Oi (OIBR3, OIBR4 adiou sua divulgação de balanço do quarto trimestre do dia 29 de março para 27 de abril. A medida foi necessária, segundo a empresa, devido a complexidade da segregação de SPEs da unidade produtiva independente (UPI) de ativos móveis da companhia, com venda aprovada pelo Cade em fevereiro.