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Ações da Ford em Nova York sobem mais de 3% com saída do Brasil

Analistas dizem que encerramento da operação deficitária vai permitir que a montadora consiga melhorar os resultados financeiros

Operadores na New York Stock Exchange, (NYSE), em Nova York (Brendan McDermid/Reuters)

Operadores na New York Stock Exchange, (NYSE), em Nova York (Brendan McDermid/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de janeiro de 2021 às 21h05.

Última atualização em 12 de janeiro de 2021 às 10h49.

O anúncio da Ford de encerrar suas operações no Brasil foi bem recebida por investidores. As ações da companhia subiram 3,33% na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira, 11, em um dia de queda generalizada no mercado. O índice S&P 500 recuou 0,66%.

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Segundo analistas, a razão para a receptividade é que a operação da Ford na América do Sul, da qual o Brasil era a principal unidade, é deficitária há muitos anos -- o último trimestre no azul foi alcançado em 2013.

Ainda que a decisão de fechar imediatamente duas fábricas, em Camaçari (Bahia) e Taubaté (interior de São Paulo), e no fim do ano a da Troller em Horizonte (Ceará) vá gerar uma despesa de 4,1 bilhões de dólares (cerca de 22,5 bilhões de reais) até o ano que vem, a tradicional montadora americana vai gerar uma economia no médio e longo prazo. O objetivo é alcançar uma margem de lucro antes de impostos de 8% na operação global.

"O mercado não vai sustentar a nossa atual estrutura de custos na região. O que nós estamos fazendo irá nos ajudar a criar um negócio lucrativo e sustentável na região", disse o porta-voz da Ford, T.R. Reid, nesta segunda.

O preço de fechamento foi o mais elevado em um mês. As ações mais do que dobraram de valor desde o fundo do poço causado pela pandemia, no fim de março de 2019, momento em que chegaram a cair para 4,01 dólares.

A recuperação acontece em linha com a estratégia da montadora de privilegiar picapes e SUVs com maior valor agregado, e carros elétricos, deixando veículos convencionais a combustão em segundo plano -- foram apenas 193.000 unidades em 2020 no mercado americano, uma queda de 45% em linha com a verificada no mercado brasileiro (-39%).

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