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Ação da Moderna sobe 400% com vacina; empresa é negociada em BDR

Papéis da biofarmacêutica disparam mais 10% após empresa anunciar que teve eficácia de 94,5% contra o coronavírus

Vacina: Moderna afirma ter conseguido 94,5% de eficácia contra o coronavírus (Getty Images/Getty Images)

Vacina: Moderna afirma ter conseguido 94,5% de eficácia contra o coronavírus (Getty Images/Getty Images)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 16 de novembro de 2020 às 12h46.

Última atualização em 16 de novembro de 2020 às 14h41.

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Embora tenha provocado perdas significativas para a economia global, a pandemia serviu para alçar o valor da biofarmacêutica Moderna para patamares inimagináveis. Disputando contra gigantes a liderança da corrida pela vacina, as ações da companhia atingiram uma cotação histórica nesta segunda-feira, 16, após o anúncio de que sua potencial vacina teve eficácia de 94,5% em análise preliminar.

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Logo na abertura da Nasdaq, seus papéis dispararam 12% e bateram a marca de 100 dólares pela primeira vez. Desde o início do ano, as ações da Moderna já subiram cerca de 400%. No Brasil, o ativo é negociado desde outubro deste ano por meio de BDRs (M1RN34).

O ritmo de valorização das ações da Moderna ganhou ainda mais força a partir da semana passada, quando informou que, assim como a Pfizer, já tinha obtido dados suficientes para informar a eficácia de sua vacina contra o coronavírus. Somente neste mês, os papéis da companhia chegam a acumular mais de 40% de alta – até então o segundo melhor desempenho mensal desde sua listagem, em dezembro de 2018.

Apesar da forte valorização, o valor de mercado da Moderna, de 37,5 bilhões de dólares, ainda é muito inferior ao das gigantes com quem compete pela melhor vacina contra a covid-19.

Ainda que tenha apresentado resultados até melhores do que os da Pfizer, a Moderna não vale sequer um quinto de sua concorrente. Já o valor de mercado da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, que também estão na corrida pela vacina, é de cerca de 150 bilhões de dólares e 400 bilhões de dólares, respectivamente.

Com resultados em mãos, a Moderna espera pedir nas próximas semanas que agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprove o uso de sua vacina em caráter de urgência. A empresa espera ter ao menos 20 milhões de doses da vacina até o fim deste ano.

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