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Nubank mira Europa e negocia compra do banco digital Monzo, diz Bloomberg

Fintech brasileira tem 135 milhões de clientes na América Latina, mas ainda não opera no Reino Unido ou na Europa

Nubank negocia compra do banco digital britânico Monzo, diz Bloomberg (Nubank/Divulgação)

Nubank negocia compra do banco digital britânico Monzo, diz Bloomberg (Nubank/Divulgação)

Yasmim Faria
Yasmim Faria

Colaboradora

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 13h56.

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O Nubank avalia adquirir o banco digital britânico Monzo, em negociações avaliadas entre £8 bilhões e £10 bilhões (R$ 55,08 e R$ 68,8 bilhões, aproximadamente), segundo fontes ouvidas pela Bloomberg sob condição de anonimato.

As conversas, reveladas anteriormente pela Sky News, marcariam a primeira investida da fintech brasileira no mercado europeu.

Por que o Monzo interessa ao Nubank

Com 135 milhões de clientes na América Latina, o Nubank, listado na Bolsa de Nova York, já expande operações nos Estados Unidos, mas ainda não tem presença no Reino Unido ou na Europa.

O Monzo, avaliado em cerca de £4,5 bilhões (cerca de R$ 30,9 bilhões) em uma venda secundária de ações em 2024, tem mais de 16 milhões de clientes e oferece contas pessoais e empresariais, cartões de crédito e seguros residenciais.

No último ano fiscal, registrou receita de £1,7 bilhão (em torno de R$ 11,7 bilhões), com depósitos crescendo 55%, para £25,7 bilhões (aproximadamente R$ 176,9 bilhões).

Segundo a Sky News, o banco britânico também avalia alternativas ao negócio, como uma nova rodada de captação para financiar sua expansão europeia — e chegou a estudar um IPO.

Porém, uma curiosidade liga as duas empresas: o diretor financeiro do Monzo, Tom Oldham, trabalhou anteriormente no Nubank como chefe global de planejamento e análise financeira.

Mudança na estratégia do Monzo

A negociação com o Nubank surge após uma mudança de rota do Monzo, que no início do ano anunciou o encerramento de suas operações nos EUA para se concentrar no Reino Unido e na Europa, depois de não conseguir se firmar no mercado americano.

A decisão foi uma das primeiras grandes movimentações da CEO Diana Layfield, que assumiu o cargo em fevereiro após a saída de TS Anil, que deixou o posto no ano passado em meio a divergências no conselho sobre os planos de crescimento e abertura de capital da empresa.

Para assessorar as tratativas, o Monzo contratou o banco Morgan Stanley e o escritório de advocacia Slaughter & May. A Qatalyst também participa das negociações, que devem envolver uma combinação de dinheiro e ações, segundo a Sky News.

Procurado, o Nubank informou que não comenta "rumores ou especulações", mas reafirmou "compromisso em manter uma comunicação aberta, clara e oportuna sobre todos os assuntos comerciais relevantes". O Monzo não quis se pronunciar.

Concorrência com a Revolut

Uma eventual aquisição colocaria o Nubank no caminho da Revolut, que soma 80 milhões de usuários globais e recentemente obteve uma licença bancária nos Estados Unidos, mercado que também está no radar da fintech brasileira.

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