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A história das duas letras que dão nome à C&A há quase dois séculos

Fundada na Holanda em 1841, C&A levou 135 anos para chegar ao Brasil e abriu capital em 2019

C&A: fundada na Holanda em 1841, varejista completa 50 anos no Brasil em 2026. (C&A/Divulgação)

C&A: fundada na Holanda em 1841, varejista completa 50 anos no Brasil em 2026. (C&A/Divulgação)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 19 de setembro de 2026 às 11h00.

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Há 50 anos no Brasil, a C&A se tornou um dos nomes mais conhecidos do varejo de moda do país, mas é difícil encontrar um cliente na loja que saiba explicar de onde vieram as duas letras que formam o nome da varejista.

A história remonta o século XIX e começa bem distante daqui. Sim, apesar de fazer parte da rotina do brasileiro há cinco décadas, a C&A não é uma empresa de origem brasileira. A varejista é controlada por uma holding suíça, a Cofra, que reúne os negócios da família Brenninkmeijer.

Foram os irmãos Clemens e August Brenninkmeijer que fundaram a empresa em 1841, na Holanda. O negócio só chegou aqui em 1976, quando abriu a primeira loja, em São Paulo. De uma única unidade, a rede da C&A no Brasil passou a 341 lojas, com vendas também pela internet e ações negociadas na B3.

No segundo trimestre deste ano, a C&A registrou receita líquida consolidada de R$ 2,08 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 130,1 milhões. O negócio de vestuário, principal atividade da varejista, faturou R$ 1,89 bilhão no período.

Quando a C&A chegou ao Brasil

A história brasileira começou em 1976, quando a C&A inaugurou sua primeira loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Foi também a primeira loja da varejista na América Latina. O movimento coincidiu com uma expansão de shopping centers no Brasil, iniciado com o Iguatemi São Paulo. A empresa foi uma das pioneiras do varejo de moda de grande escala nos shoppings do Brasil, ajudando a popularizar o modelo de roupas prontas a preços acessíveis.

A empresa encerrou o segundo trimestre com 341 lojas, oito a mais do que um ano antes. A companhia registrou receita líquida de R$ 2,08 bilhões entre abril e junho, avanço de 1,2% na comparação anual. O desempenho foi melhor no vestuário, cuja receita cresceu 5,6%, para R$ 1,89 bilhão.

A C&A também encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 177,9 milhões, queda de 11,2% em relação a igual período de 2025. Na métrica ajustada, que desconsidera efeitos extraordinários, o lucro cresceu 4,3%, para R$ 130,1 milhões.

A internet ainda representa uma parcela pequena das vendas, embora venha ganhando espaço. Site e aplicativo responderam por 7,7% da receita de mercadorias no trimestre, ante 5,9% um ano antes. As vendas nesses canais somaram R$ 154,3 milhões, crescimento de 33,3%.

Quando a C&A abriu capital na bolsa

A C&A Brasil estreou na B3 em outubro de 2019, com as ações negociadas pelo código CEAB3. Foi a primeira empresa da Cofra a fazer uma oferta pública. Os papéis foram vendidos por R$ 16,50 cada, no piso da faixa indicativa definida para a oferta. No primeiro pregão, em 28 de outubro, abriram com valorização de 5,15%, a R$ 17,35.

A oferta pública inicial (IPO, em inglês) movimentou R$ 1,63 bilhão e, desse total, R$ 813,7 milhões vieram da oferta primária, na qual os recursos levantados foram para a companhia. Outros R$ 813,7 milhões corresponderam à oferta secundária, com a venda de papéis pertencentes aos acionistas.

Este ano, as ações da C&A acumulam queda de cerca de 30% e de quase 50% nos últimos 12 meses.

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