Inteligência Artificial

Na Bombril, as 1001 utilidades da inteligência artificial são um plano de sete anos

Com uma união estratégica com a gigante IBM, a meta da empresa é reposicionar a marca Bombril no mercado com mais foco em hiperautomação e tecnologias de emergentes

Ronnie Motta: conselheiro da Bombril e ex-CEO da companhia (divulgação/Site Exame)

Ronnie Motta: conselheiro da Bombril e ex-CEO da companhia (divulgação/Site Exame)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 20 de março de 2024 às 13h57.

Última atualização em 20 de março de 2024 às 14h44.

A IBM anunciou a formalização de uma parceria estratégica com a Bombril, visando a implementação de uma operação digital integral para os próximos sete anos.

A Bombril, renomada no setor de higiene e limpeza no Brasil e com receitas de R$ 2,14 bilhões, tenta com a iniciativa alcançar um reposicionamento no mercado nacional.

Com o objetivo de consolidar esse novo capítulo, a empresa optou pela expertise da IBM Consulting na construção de uma solução voltada à digitalização de seu backoffice financeiro.

Esse movimento estratégico visa não apenas apoiar o crescimento da empresa mas também renovar sua presença com um tipo de tecnologia com a qual ela não contava até então: a inteligência artificial (IA).

A estratégia adotada se baseia no princípio de hiperautomação, que busca a automação extensiva de processos organizacionais.

Com o auxílio de IA, soluções de cloud da IBM e outras tecnologias avançadas, o plano é desenvolver um modelo operacional inovador.

Esse modelo promete revolucionar a experiência de trabalho para colaboradores e parceiros da Bombril, otimizando os tempos de resposta e a precisão operacional.

Esta iniciativa vai ao encontro dos dados divulgados por uma pesquisa do Gartner, onde 85% dos participantes planejam aumentar ou manter investimentos em hiperautomação.

Um aspecto notável desta transformação digital é a modernização do backoffice da Bombril, que passará a contar com assistentes virtuais para a execução de tarefas operacionais. Isso possibilitará que tanto colaboradores quanto fornecedores foquem em atividades de maior valor estratégico.

“Um dos desafios da Bombril é ter uma estrutura de backoffice que suporte todo o crescimento planejado para os próximos anos, com velocidade, inteligência, robustez, resiliência e compliance às medidas regulatórias e de governança interna. Acreditamos que os ganhos que teremos com a implementação desta solução cognitiva serão extremamente relevantes”, salienta Ronnie Motta, conselheiro da Bombril e ex-CEO da companhia.

Por outro lado, Marco Kalil, líder de IBM Consulting no Brasil, salienta a importância da parceria não apenas como uma digitalização das operações, mas como uma transformação profunda na cultura de trabalho, com a integração de inteligência artificial para promover uma evolução contínua em qualidade e produtividade.

Este movimento estratégico ocorre em um momento de ascensão para a Bombril, que registrou um lucro líquido de R$ 45,2 milhões no terceiro trimestre de 2023, evidenciando um crescimento triplo em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme relatado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Acompanhe tudo sobre:Inteligência artificialIBMBombril

Mais de Inteligência Artificial

Desmistificando a IA: como ela está transformando negócios e carreiras

IA vira arma para hackers e empresas se encontram sem profissionais qualificados

Para surfar a onda da IA, Samsung promete aos clientes fábrica de chips 20% mais rápida

Amazon enfrenta desafios para integrar IA generativa na Alexa, revelam ex-funcionários

Mais na Exame