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Aos 25 anos e sem diploma, ele criou startup de chips de IA avaliada em US$ 3,3 bi (James Dacombe/Divulgação)
Jornalista
Publicado em 17 de agosto de 2026 às 16h52.
James Dacombe tem 25 anos, nunca concluiu o ensino médio e, segundo matéria publicada na Forbes, tornou-se o bilionário self-made mais jovem da Europa. A trajetória do britânico mostra como uma startup de chips voltados para inteligência artificial pode transformar rapidamente o patrimônio de um empreendedor iniciante.
Fundador da Olix, empresa britânica de chips para inteligência artificial, Dacombe viu o valor da companhia triplicar em seis meses, alcançando US$ 3,3 bilhões após uma nova rodada de investimento.
Nascido em Harrogate, no norte da Inglaterra, Dacombe começou a programar sozinho aos 13 anos, criando sites e aplicativos ainda na escola.
Aos 16 anos, abandonou o ensino médio após apenas dois dias de aula. Um ano depois, fundou a CoMind, empresa de tecnologia médica voltada ao monitoramento cerebral não invasivo.
Em vez de cursar uma faculdade, entrou para o programa de bolsas do investidor Peter Thiel, voltado a jovens empreendedores, com financiamento e mentoria para quem decide empreender no lugar de seguir a trajetória acadêmica tradicional.
Em 2024, Dacombe fundou a Olix, dedicada a criar chips de inferência, componentes especializados na etapa final do processamento de modelos de inteligência artificial, quando o sistema já treinado aplica o que aprendeu para gerar respostas.
A proposta é dividir esse processamento entre chips especializados em diferentes tarefas, de forma parecida com uma linha de produção industrial, tornando a inteligência artificial mais barata, rápida e eficiente em energia.
Em agosto de 2026, a Olix captou US$ 312 milhões em uma rodada que elevou sua avaliação para US$ 3,3 bilhões, o triplo do valor registrado seis meses antes. Entre os investidores estão:
Dacombe detém cerca de 30% da Olix, o que elevou seu patrimônio pessoal a mais de US$ 1 bilhão. Ele também mantém participação na CoMind, que captou US$ 102,5 milhões em 2025.
A história de Dacombe não é um roteiro replicável, mas traz pontos de atenção para profissionais que acompanham a evolução da inteligência artificial no mercado: