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Empresas passam a avaliar custo, capacidade e contexto antes de escolher qual IA usar em cada tarefa (Magnific)
Redação Exame
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 05h03.
Durante a primeira onda de adoção da IA generativa, escolher um modelo parecia uma disputa de capacidade: quanto mais sofisticada a tecnologia, maior seria a possibilidade de obter bons resultados.
Com a expansão do uso dentro das empresas, porém, a pergunta começa a mudar. Se uma tarefa simples pode ser realizada por uma solução mais rápida e barata, manter a opção mais potente em todas as etapas deixa de fazer sentido.
A mudança aparece na forma como companhias avaliam suas ferramentas. Equipes podem combinar soluções de acordo com o tipo de trabalho, a quantidade de dados envolvida e o nível de precisão necessário.
Resumir uma reunião, classificar documentos e analisar um contrato não exigem necessariamente o mesmo nível de processamento.
Uma empresa pode usar uma solução mais simples para tarefas repetitivas e reservar modelos mais sofisticados para atividades que exigem raciocínio mais complexo.
Quando uma aplicação precisa analisar milhares de solicitações por dia, alguns segundos adicionais em cada interação podem representar um custo relevante para a operação.
Usar IA em escala muda a conta. Uma demonstração com algumas dezenas de perguntas pode funcionar bem com uma tecnologia cara, mas a situação é diferente quando a empresa precisa processar milhões de solicitações.
Nesse cenário, entram fatores como preço, consumo de processamento, velocidade e infraestrutura necessária para manter o serviço funcionando.
Uma solução que entrega resultado suficiente para determinada tarefa pode ser mais adequada do ponto de vista operacional do que outra com capacidade superior, mas custo muito maior.
A expansão dos modelos menores acompanha essa lógica. Eles podem ser utilizados em tarefas específicas nas quais não é necessário recorrer a uma IA de maior porte, permitindo reduzir recursos consumidos e, em determinados casos, manter dados dentro da própria infraestrutura da empresa.
O tipo de informação processada muda a escolha. Documentos internos, dados de clientes e informações estratégicas podem exigir controles que não seriam necessários em uma tarefa pública ou de baixo risco.
Por isso, algumas empresas avaliam alternativas que permitam maior controle sobre onde os dados são processados e armazenados. Modelos executados em ambientes próprios ou privados podem entrar nessa estratégia, embora também tragam custos de infraestrutura, manutenção e segurança.
A mudança afeta quem trabalha diretamente com IA. Saber escrever bons comandos continua útil, mas entender qual solução usar, quando trocar de modelo e quais informações podem ser enviadas para cada serviço ganha espaço no cotidiano.
Depois do entusiasmo inicial, a adoção corporativa entra em uma fase mais operacional. A questão deixa de ser simplesmente ter acesso à IA e passa a ser decidir onde ela realmente agrega valor, quanto custa utilizá-la e qual tecnologia faz sentido para cada parte do trabalho.