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Reservas de bitcoin e ether em corretoras dos EUA atingem menor nível desde 2017

Queda coincidiu com movimento de reguladores do país contra exchanges, incluindo processos contra a Binance e a Coinbase

SEC abriu processos contra a Coinbase e a Binance (Reprodução/Reprodução)

SEC abriu processos contra a Coinbase e a Binance (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 13 de junho de 2023 às 15h11.

Última atualização em 13 de junho de 2023 às 15h36.

As reservas em bitcoin e ether nas corretoras de criptomoedas com operações nos Estados Unidos têm caído nas últimas semanas, chegando ao menor valor desde janeiro de 2017. Os dados reunidos pela empresa CryptoQuant apontam que essa perda coincidiu com o movimento de reguladores do país contra exchanges, incluindo processos contra a Binance e a Coinbase.

Em um relatório, analistas do CryptoQuant afirmam que "as corretoras com operações nos Estados Unidos foram destronadas por exchanges internacionais e offshare em relação à quantidade de bitcoin que eles têm em custódia para os seus clientes". Os dados mostram que essa quantia está abaixo de 50% do total.

As reservas representam as criptomoedas que clientes depositam nas exchanges, ficando sob custódia de uma corretora. Em geral, elas são usadas também como uma forma de medir a liquidez das corretoras, mostrando a capacidade delas de concretizar solicitações de saques.

Com isso, as reservas de bitcoin e ether por corretoras de criptomoedas internacionais passaram a ser majoritárias em relação à quantidade total nas exchanges, superando o volume das sediadas nos Estados Unidos. Esse movimento ocorria há algumas semanas, mas se intensificou após as denúncias da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês).

Para o CryptoQuant, "o governo federal e os reguladores dos EUA estão dificultando a operação dos negócios de empresas cripto baseadas nos EUA. A SEC não tem certeza sobre como as exchanges podem cumprir suas regras. É exatamente por isso que algumas corretoras já decidiram encerrar as operações nos EUA, enquanto outras anunciaram novas plataformas que operarão fora do país".

Processos da SEC

No dia 5 de junho, a SEC anunciou que abriu um processo contra a Binance — maior corretora de criptomoedas do mundo —, a sua subsidiária nos Estados Unidos e o CEO da empresa, Changpeng Zhao. Ao todo, são 13 acusações contra a exchange e seu executivo.

As acusações incluem uma suposta oferta ilegal de valores mobiliários para investidores americanos, mas a exchange também é acusada de ter misturado e usado ilegalmente ativos de clientes, além de ter facilitado que investidores americanos burlassem leis do país.

O regulador afirma que, apesar de Chanpeng Zhao e a Binance afirmarem que a Binance.US era uma entidade separada e independente, o CEO e a companhia "secretamente controlavam as operações da corretora nos bastidores". Isso incluiria o controle dos fundos de clientes.

No dia seguinte, a SEC anunciou outro processo, dessa vez contra a Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos. Ela também é acusada de ter oferecido ilegalmente valores mobiliários para investidores do país, com diversos criptoativos sendo classificados pelo regulador como valores mobiliários. Após as ações, as duas exchanges tiveram um forte fluxo de retirada fundos por clientes.

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