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ETFs de bitcoin atraem US$ 2,5 bilhões em um mês

Mesmo com queda de 40% desde a máxima histórica do bitcoin, fundos registram forte entrada de capital e se aproximam de zerar saídas acumuladas em 2026

ETFs de criptoativos ganham espaço na carteira do investidor (Kwun Kau Tam/Getty Images)

ETFs de criptoativos ganham espaço na carteira do investidor (Kwun Kau Tam/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 25 de março de 2026 às 15h18.

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Os ETFs de bitcoin registraram entradas próximas de US$ 2,5 bilhões no último mês, revertendo quase todas as saídas acumuladas no ano. O movimento ocorre mesmo com a criptomoeda ainda negociando cerca de 40% abaixo de sua máxima histórica de outubro de 2025.

Fluxo consistente em março

O desempenho foi impulsionado por uma sequência de dias com forte entrada de capital. Ao longo de março, houve nove pregões com fluxos superiores a US$ 150 milhões, incluindo um dia com US$ 458,19 milhões e outros dois consecutivos acima de US$ 200 milhões.

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Os dados indicam continuidade no interesse institucional. Após um período de saídas em fevereiro, o fluxo voltou a crescer de forma consistente, aproximando o saldo anual de um ponto de equilíbrio.

A recuperação dos fluxos ocorre apesar da fraqueza no preço do bitcoin, o que contrasta com o comportamento observado em outros ativos. Analistas apontam que, em momentos de queda expressiva, é comum haver saídas relevantes de capital.

Segundo avaliação de mercado, o comportamento atual sugere uma demanda estrutural, com investidores institucionais mantendo exposição mesmo em cenários adversos.

Crescimento do uso de ETFs

O avanço dos ETFs não se limita ao mercado de criptomoedas. Esses instrumentos já representam 37% do volume total negociado no mercado de ações dos Estados Unidos, maior nível já registrado.

Esse crescimento reflete uma mudança na forma como investidores institucionais ajustam suas posições. Em vez de negociar ativos individuais, há uma preferência crescente por ETFs para proteção, redução de exposição ou posicionamento estratégico.

Analistas indicam que o bitcoin vem sendo negociado de forma mais alinhada ao posicionamento institucional do que a fatores macroeconômicos de curto prazo. Esse movimento reforça a percepção de que o ativo está sendo incorporado de maneira mais estrutural aos portfólios.

A facilidade de acesso também contribui para esse cenário. Por serem regulados e dispensarem a necessidade de custódia direta, os ETFs funcionam como uma porta de entrada para grandes investidores.

O interesse institucional também se reflete em novas iniciativas no mercado. Há pedidos para lançamento de novos ETFs e planos de aquisição significativa de bitcoin por grandes empresas.

Ao mesmo tempo, a oferta futura do ativo permanece limitada, com menos de 1 milhão de unidades ainda a serem mineradas ao longo das próximas décadas.

Perspectiva de recuperação

Com a retomada dos fluxos, os ETFs de bitcoin estão próximos de eliminar totalmente as perdas registradas no início do ano. Um único dia de entradas mais fortes pode consolidar essa recuperação.

A melhora no sentimento dos investidores também é observada em indicadores de mercado, que apontam aumento na expectativa de uma alta mais ampla no setor cripto nos próximos meses.

Caso o ambiente macroeconômico se estabilize, analistas avaliam que o movimento pode sustentar uma recuperação mais prolongada tanto para o bitcoin quanto para o restante do mercado.

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