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Em recuperação tímida, mercado cripto ainda teme inflação e novas falências

Apesar de apresentarem altas, as principais criptomoedas podem ter movimento contido por dados de inflação nos EUA e temor de novas falências no setor

Criptomoedas apresentam leves altas (Justin Tallis/Getty Images)

Criptomoedas apresentam leves altas (Justin Tallis/Getty Images)

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Mariana Maria Silva

5 de dezembro de 2022, 13h14

Nesta segunda-feira, 5, o mercado de criptomoedas inicia a semana em recuperação tímida, com altas pouco significativas e baixo volume de negociação, em US$ 47 bilhões nas últimas 24 horas. Com capitalização de US$ 894 bilhões, as principais criptomoedas apresentam alta de apenas um dígito conforme o otimismo de investidores recua.

Cotado a US$ 17.084, o bitcoin se mantêm lateralizado ao subir apenas 0,3% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinGecko.

O ether, criptomoeda nativa da rede Ethereum, é cotado a US$ 1.266 e sobe 0,5% no mesmo período.

Entre as 20 maiores em valor de mercado, apenas a litecoin apresenta alta significativa, de 7% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinGecko.

(Mynt/Divulgação)

O otimismo entre investidores, bastante alimentado nas últimas semanas, parece estar deixando o mercado cripto.

Conforme o “efeito FTX” diminuía e falas de Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, sinalizavam um alívio nos aumentos da taxa de juros do país, muitos esperavam novas altas para as criptomoedas.

No entanto, a notícia de que novas falências podem acometer o mercado cripto e novos dados sinalizando uma inflação ainda forte nos EUA geraram um recuo no otimismo que vinha crescendo entre investidores.

“Os dados do payroll, divulgados na última sexta-feira, 2, equilibraram as expectativas do mercado em relação ao arrefecimento da inflação. Eram esperadas a criação de 200 mil vagas de trabalho e o resultado apontou a criação de mais de 260 mil, mostrando que o mercado de trabalho é uma das principais fontes de pressão inflacionária por lá”, explicou Ayron Ferreira, analista chefe da Titanium Asset Management.
“Com isso, o mercado deve conter o otimismo com o discurso de Jerome Powell na semana passada, onde ele disse que o processo de ajuste monetária tem chances de passar a ser mais moderado daqui para frente”, acrescentou.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, registra nesta segunda-feira, 5, 26 pontos, sinalizando “medo”. No último mês, este número foi mais otimista, em uma média de 38 pontos.

Mas nem tudo é um sinal negativo para as criptomoedas. Outros acontecimentos da semana podem ajudar a animar investidores em todo o mundo a partir de governos e personalidades influentes, como a China e Elon Musk.

“Os pontos positivos do início da semana ficam por conta da mudança para uma postura mais flexível da China em relação aos lockdowns e um início de reabertura da economia, após fortes protestos da população chinesa, o que pode dar um ânimo para as commodities”, disse Ayron Ferreira.

“Para o mercado cripto, foi positivo o anúncio de Elon Musk de que em breve os usuários do Twitter poderão realizar transações financeiras utilizando moeda corrente e também cripto”, concluiu o analista chefe da Titanium Asset Management.

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