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Doador anônimo enviou US$ 500 mil em bitcoin para Julian Assange após acordo com EUA

Valor fez parte de doações recebidas após pedido da esposa de Assange para custear a volta do fundador do WikiLeaks para a Austrália

Julian Assange chegou a acordo com governo dos Estados Unidos (Yuichi YAMAZAKI/AFP)

Julian Assange chegou a acordo com governo dos Estados Unidos (Yuichi YAMAZAKI/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 28 de junho de 2024 às 17h41.

Última atualização em 28 de junho de 2024 às 18h03.

Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks, deixou a Embaixada do Equador em Londres nesta semana e retornou para a Austrália, seu país natal, mas uma doação enviada ao ativista chamou a atenção tanto pelo valor quanto pela origem: ele recebeu US$ 500 mil em bitcoin.

A origem da doação está ligada ao próprio retorno de Assange para a Austrália. O acordo firmado com o governo dos Estados Unidos encerrou 14 anos de um cenário envolvendo prisões, asilo diplomático e batalhas jurídicas, na prática permitindo que ele deixasse a embaixada onde estava sem o risco de ser preso novamente.

Entretanto, o acordo incluiu uma determinação do governo australiano de que ele só poderia voltar para o país caso arcasse com os custos do transporte, sem poder viajar em um voo comercial. A esposa de Assange, Stella, informou em uma publicação que o custo de transporte seria de US$ 520 mil.

Por isso, ela criou uma página em um site para receber doações de apoiadores do criador do WikiLeaks. Pouco depois, porém, a família de Assange criou outra página de doações, em um site que aceitava criptomoedas além de moedas fiduciárias.

Na combinação dos dois sites, a família obteve pouco mais de US$ 1 milhão em doações em poucas horas. Uma em específico, porém, chamou a atenção: os US$ 500 mil em bitcoin enviados para ajudar a custear o voo. Com a quantia recebida, a família conseguiu pagar a volta de Assange.

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O valor atraiu especulações sobre a origem do doador, mas até agora a figura segue desconhecida. Os sites de doações tradicionalmente não revelam a identidade dos doadores, a menos que haja um pedido do próprio doador para ser identificado. Além disso, o valor é mais difícil de ser rastreado em redes blockchains por não ser um montante milionário.

Mesmo assim, o episódio é mais um na história antiga entre Assange e o bitcoin. Em uma entrevista em 2014, ele afirmou que o WikiLeaks e a criptomoedas "mantiveram um ao outro vivo" nos primeiros anos de cada projeto, ajudando Assange a financiar o site mesmo sob sanções de países e impossibilitado de usar os canais bancários tradicionais.

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