Prefeito de Miami aprova resolução para pagar servidores com bitcoin

Proposta de Francis Suarez, que ainda passará por análise antes de entrar em vigor, também permite que cidadãos paguem impostos com a criptomoeda

O prefeito de Miami (EUA), Francis Suarez, anunciou na noite de quinta-feira, 11, que a Comissão da Cidade de Miami aprovou sua proposta que visa permitir o pagamento de servidores públicos em bitcoin e também o recolhimento de impostos e o investimento de parte do tesouro da cidade na criptomoeda. Agora, a resolução irá passar por uma análise pela Comissão antes de entrar em vigor.

"Quero agradecer aos comissários da cidade de Miami por apoiarem minha resolução, que orienta o administrador da cidade, após análise, a contratar um fornecedor para poder oferecer aos nossos funcionários uma porcentagem de seu salário em bitcoin", disse Suarez em um vídeo publicado no Twitter.

Apesar da decisão ter sido comemorada pelo prefeito, a perspectiva era pela aprovação direta da proposta. Após uma longa discussão, na qual os comissários levantaram diversas dúvidas sobre o mercado de criptoativos e, apesar de aprovarem a resolução por 4 votos a 1, decidiram que seja feita uma análise antes da contratação da empresa que irá processar as transações.

Por outro lado, os comissários da cidade aprovaram o lançamento imediato de campanhas educativas sobre criptoativos e também que seja encorajado o desenvolvimento de projetos de lei pelo estado da Flórida que permitam que a cidade invista parte das suas reservas em bitcoin: "[A resolução] também pede ao legislador estadual apoie os esforços da cidade de Miami para tornar o bitcoin uma possibilidade de investimento no futuro”, explicou Suarez.

"É maravilhoso ser cidade avançada em relação aos criptoativos e quero agradecer aos meus colegas da Comissão por permitir que isso acontecesse", completou o prefeito.

A adoção do bitcoin é apontada como razão pela alta do ativo digital, cujo preço saltou de 10 mil dólares para quase 50 mil desde outubro de 2020. Nesta semana, a Tesla, sétima maior empresa do mundo por valor de mercado, e o BNY Mellon, banco com mais de 41 trilhões de dólares em ativos, anunciaram sua entrada neste mercado.

 

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