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O pedido da B3, empresa responsável pela bolsa de valores brasileira, para o lançamento de um produto de investimento baseado em preços futuros do bitcoin foi reprovado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo informou a autarquia ao Cointelegraph nesta sexta-feira, 3.

De acordo com a CVM, o pedido foi negado por não cumprir alguns requisitos da Resolução CVM 135 e, até o momento, a B3 não protocolou um novo pedido de aprovação para o produto junto a autarquia. Procurada pelo Cointelegraph, a B3 disse que pretende apresentar um novo pedido de contrato futuro ao órgão.

O novo pedido contemplará "os ajustes, já realizados, que foram requisitados pela autarquia. A estimativa de lançamento do produto no final do segundo trimestre de 2023 é baseada nos prazos previstos no processo e está condicionada à análise e aprovação do regulador".

Desde 2017, a B3 estuda a possibilidade de lançar investimentos baseados em futuros de bitcoin. Na época, os primeiros produtos do tipo foram lançados na CBOE e CME, duas bolsas de valores nos Estados Unidos. No decorrer de 2018, no ciclo de baixa da criptomoeda após a alta histórica para US$ 20 mil, a responsável pela bolsa brasileira não falou mais sobre o tema, mas voltou a tratar do assunto no ciclo de alta de 2020 e 2021.

Na proposta da B3, o índice Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price seria usado como referência para o produto de futuros da da empresa. Ele já é utilizado como referência para o BITH11, um fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) criado pela gestora brasileira Hashdex e atrelado ao preço da criptomoeda.

No ano passado, o executivo-chefe financeiro do grupo, André Milanez, confirmou o lançamento do produto e até mesmo uma página com uma data para o lançamento dos contratos futuros de bitcoin foi criada pela B3. Na época, a bolsa já trabalhava na definição dos market makers, as corretoras responsáveis por dar liquidez aos contratos.

B3 e ativos digitais

Embora a CVM tenha negado a aprovação do produto de futuro de bitcoin da B3, a autarquia concedeu em 2022 autorização para a companhia criar uma empresa com foco em operações envolvendo ativos digitais. A B3 DA (B3 Digital Assets Serviços Digitais) pretende oferecer serviços de compra e venda desses ativos, verificação de existência e titularidade de ativos, entre outros serviços de infraestrutura.

A nova empresa vinculada à Bolsa de Valores nasce para incorporar o segmento de ativos virtuais à sua linha de produtos e serviços, com o objetivo expresso de reduzir a complexidade do acesso a esse mercado. A Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) analisou o pedido da B3 para constituição da empresa e foi favorável à concessão da autorização.

Segundo o boletim informativo do colegiado da CVM, a B3 DA pretende explorar oportunidades de negócio com foco no atendimento a instituições financeiras, corretoras e instituições não financeiras, atuando como uma provedora de infraestrutura para viabilizar o acesso ao mercado de ativos digitais dos clientes das entidades associadas.

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