Mineradora de bitcoin vai iniciar operação bilionária na Argentina

Empresa canadense montará fazenda de mineração de bitcoin com 55 mil máquinas e expectativa de geração de R$ 3,6 bilhões em receitas por ano

A Bitfarms, empresa canadense de mineração de bitcoin, anunciou na segunda-feira, 19, que chegou a um acordo para montar uma operação com 55 mil máquinas na Argentina capaz de render cerca de 11.775 bitcoin, ou 650 milhões de dólares (3,6 bilhões de reais) por ano.

O acordo fechado pela empresa tem duração de oito anos e prevê o consumo de 210 Megawatt de energia, a um custo de US$ 0,02 por kilowatt - como referência, um kilowatt hora no Brasil custa entre R$ 0,65 e R$ 0,85, dependendo da região e do consumo total mensal.

A Bitfarms tem, atualmente, cinco fazendas de mineração na região de Quebec, no Canadá, que totalizam 69 megawatts, que significa que a operação na Argentina vai multiplicar por quatro vezes a capacidade de produção da companhia.

Além disso, a redução de custos da nova operação será bastante significativa: "Nós relatamos anteriormente que o custo de equilíbrio para minerar um bitcoin durante o quarto trimestre de 2020 foi de aproximadamente 7.500 dólares em Quebec. Se a nova instalação da Argentina estivesse operando durante este mesmo período, estimamos que o custo de equilíbrio para minerar o mesmo bitcoin teria sido de 4.125 dólares, o que significa uma economia de 45%", afirmou a Bitfarms em comunicado.

Segundo a companhia, a região onde a nova fazenda de mineração será instalada tem "clima favorável o ano inteiro", o que pode favorecer o desempenho dos equipamentos e reduzir custos com resfriamento. Além disso, a empresa não terá custos com distribuição e desperdício de energia, já que ficará localizada ao lado da geradora.

A região exata onde a Bitfarms irá se instalar no país sul-americano não foi divulgada. A Argentina tem atualmente no gás natural o principal combustível para produção de energia, responsável por 60% de toda a produção do país. Depois, aparecem as hidrelétricas, com 39%, e as usinas nucleares, com 3%. Usinas eólicas e solares contabilizam menos de 1% do total de energia produzido pelo país.

Empresas especializadas em mineração de bitcoin têm crescido de forma significativa com a alta nos preços da criptomoeda. A própria Bitfarms já desenvolve a documentação para iniciar o processo de abertura do seu capital, que deve ser feito na Nasdaq nos próximos meses.

Atualmente, as operações se concentram principalmente na China, e é dominada por companhias com orçamentos multi-milionários e dezenas de milhares de máquinas por operação. Com a popularização do bitcoin e o aumento da concorrência na mineração, é praticamente impossível minerar a criptomoeda com máquinas caseiras ou pequenas operações.

No curso "Decifrando as Criptomoedas" da EXAME Academy, Nicholas Sacchi, head de criptoativos da Exame, mergulha no universo de criptoativos, com o objetivo de desmistificar e trazer clareza sobre o funcionamento. Confira.

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