Apresentador do Shark Tank: bitcoin minerado na China é "moeda de sangue"

Kevin O'Leary, que investiu 3% de seu portfólio na criptomoeda, quer garantia de procedência para comprar mais bitcoin

Kevin O'Leary, investidor que ficou famoso como apresentador do programa de TV Shark Tank nos Estados Unidos, afirmou em entrevista que, a partir de agora, só vai comprar bitcoin minerado de maneira sustentável, com uso de energia limpa, e não mais o que ele chamou de "criptomoedas de sangue da China".

O'Leary já se posicionou radicalmente contra o bitcoin no passado, mas mudou de opinião desde a alta de 2020 e se tornou um investidor da criptomoeda. Agora, em entrevista ao canal de televisão CNBC, levantou questão sobre a procedência dos ativos digitais e criticou operações de mineração que usam energia fóssil.

"Eu vejo que pelos próximos um ou dois anos existirão dois tipos de criptomoeda. As criptomoedas de sangue da China e as criptomoedas limpas, mineradas de maneira sustentável em países que usam hidrelétricas e não carvão", disse, em referência aos métodos de produção de energia.

Segundo o Statista, a China é responsável por 65% de todos os bitcoins minerados no mundo. Apesar de ser uma conhecida produtora de energia fóssil, com uso de termelétricas, a China também possui hidrelétricas, como é o caso da província de Sichuan, que, na temporada de chuvas, produz um enorme excedente energético, vendido a preços baixíssimos para mineradoras da região, um dos principais polos desta atividade no mundo.

"Eu vou ficar no lado das criptomoedas limpas", completou o investidor, sem especificar como pretende comprar criptomoeda com garantia de procedência. "Não comprarei mais criptomoedas até que eu saiba onde elas foram mineradas, quando foram mineradas, a procedência disso. Não da China. Sem criptomoeda de sangue para mim".

A preocupação de O'Leary, apesar de estudos que apontam que a maioria do bitcoin minerado utiliza fontes de energia renováveis, pode refletir também o comportamento de outros investidores institucionais, que atualmente impõem restrições a seus investimentos com o objetivo de garantir padrões de sustentabilibidade e governança. As preocupações incluem questões ligadas aos direitos humanos e à emissão de carbono, entre outras.

“As instituições não comprarão criptomoedas mineradas na China, criptomoedas mineradas com a utilização de carvão para produzir eletricidade, criptomoedas mineradas em países com sanções econômicas”, afirmou O'Leary, citando a razão pela qual ele acredita que investidores institucionais podem enxergar um obstáculo em relação ao bitcoin.

No passado, Kevin O'Leary chegou a chamar o bitcoin de "lixo", mas mudou de ideia recentemente e afirmou que alocaria 3% de seu portfólio na criptomoeda.

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