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Uma investigação realizada pelos credores da corretora falida de criptomoedas FTX revelou como o seu criador e ex-CEO, Sam Bankman-Fried, usou de forma indevida os fundos dos clientes para operações pessoais. De acordo com o relatório, cerca de US$ 243 milhões (R$ 1 bilhão, na cotação atual) foram usados para comprar casas de luxo nas Bahamas.

A investigação mostra que uma dessas casas é uma mansão com seis quartos e 11,5 mil metros quadrados. O local ficou conhecido por ser a moradia não apenas de Bankman-Fried, mas também de pessoas próximas a ele e que foram envolvidas no escândalo da FTX, incluindo Caroline Ellison, CEO da empresa de investimentos Alameda Research.

Segundo os credores, todas as propriedades foram adquiridas por meio de fundos que misturavam recursos de contas de clientes da corretora de criptomoedas e recursos da própria exchange. As compras começaram em 2021 e se estenderam até o ano seguinte, com uma aquisição ocorrendo alguns dias antes da falência da FTX.

Diversas mansões estão localizadas em uma comunidade de resort conhecida como Albany, que fica na cidade de Nassau, a capital das Bahamas. O local é descrito como "uma comunidade de luxo exclusiva" que possui um campo de golfe, atividades de equitação, um spa e outros serviços.

Uma das casas adquiridas por Bankman-Fried possuía a seguinte descrição em um site: "A área de estar decorada com bom gosto se beneficia de um bar completo com adega e janelas do chão ao teto que se abrem para o terraço de tirar o fôlego com vista para a mega marina de iates de última geração e águas azul-turquesa. O terraço é o sonho de qualquer artista, com cozinha completa, piscina e uma grande mesa familiar".

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Dívidas de US$ 8,7 bilhões

Os detalhes sobre os gastos de Sam Bankman-Fried fazem parte de um relatório mais amplo divulgado pelos atuais responsáveis pelo processo de reestruturação financeira da FTX. Ele aponta que a corretora de criptomoedas ainda deve US$ 8,7 bilhões para clientes, investidores e outras empresas. Além disso, o documento afirma que a exchange utilizava o dinheiro de clientes indevidamente “desde o início”.

“A imagem que o FTX Group procurou retratar como o líder focado no cliente da era digital era uma miragem”, disse John Ray III, o novo CEO que está tentando recuperar dinheiro para investidores, em um comunicado. “Desde o início da corretora FTX.com, o Grupo FTX combinou depósitos de clientes e fundos corporativos e os utilizou de forma indevida com abandono sob a direção e por design de executivos seniores anteriores".

Ray foi contratado após a saída de Sam Bankman-Fried da empresa. Com um julgamento marcado para outubro, o fundador da FTX enfrenta uma série de acusações pela Justiça dos Estados Unidos. Antes da falência ele chegou a figurar entre os principais nomes da indústria de criptomoedas.

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