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Bitcoin sobe 1,8% no fim de uma semana marcada por fortes quedas

Criptomoedas esboçam recuperação, mas piora do cenário macroeconômico limita os ganhos

Representação do bitcoin (crédito: Jen Titus/Unsplash)

Representação do bitcoin (crédito: Jen Titus/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 10h48.

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O bitcoin opera em alta nesta sexta-feira, 16, esboçando uma recuperação ao fim de uma semana marcada por fortes quedas. Os dados de inflação ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos nos últimos dias pioraram consideravelmente a visão dos investidores do cenário macroeconômico.

Às 10h38 (horário de Brasília) o bitcoin subia 1,8% em um período de 24 horas, cotado a US$ 81.785. No acumulado dos últimos sete dias, o BTC cai 0,9%.

Segundo Vinicius Bazan, CEO da Underblock, o bitcoin está em uma estrutura de alta no médio prazo, mas fragilizada no curto prazo. "Vemos que a demanda pelos ETFs [fundos negociados em bolsa] se reduziu e temos dados macro mais negativos", afirma.

Para Bazan, as constantes mudanças no consenso do mercado para o que será feito na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) dos EUA no final deste mês – se haverá aumento dos juros ou manutenção – faz com que o mercado fique com o pé no freio. A plataforma de mercados preditivos Polymarket hoje mostra 87% de chance de que as taxas não mudem, mas chegou a ser quase 50% a 50% no meio da semana.

"Isso não muda a estrutura do bitcoin para o começo de um novo bull market, e acredito fielmente que estamos na fase inicial de um novo bull market, só que haverá períodos, semanas e meses em que teremos correções de 20% até 30%. Se temos um movimento unidirecional, isso tira a força dele. As correções dão longevidade ao movimento", defende.

Gráfico do bitcoin em 16 de outubro de 2026

Gráfico do bitcoin em 16 de outubro de 2026

ETFs e indicadores

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 5,1 milhões nos ETFs de bitcoin à vista dos EUA. O maior alvo do fluxo comprador foi o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 16,8 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi negativo em US$ 60,3 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 47 para os 52 pontos. Com isso, o sentimento do mercado se mantém na zona considerada "neutra".

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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