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Apple confirma que irá permitir inclusão de NFTs em loja de aplicativos, mas há um porém

Gigante da tecnologia permitirá inclusão de tokens não fungíveis em aplicativos da App Store, mas aplicará taxa de 30% e restrições no uso; entenda

Gigante da tecnologia desenvolve enredo controverso quando assunto são NFTs (Chesnot/Getty Images)

Gigante da tecnologia desenvolve enredo controverso quando assunto são NFTs (Chesnot/Getty Images)

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Mariana Maria Silva

Publicado em 25 de outubro de 2022, 11h24.

Em mais um capítulo de uma história controversa, a Apple publicou nesta terça-feira, 25, uma atualização para suas diretrizes sobre tokens não fungíveis (NFTs) na App Store. A gigante da tecnologia confirmou que permitirá a inclusão de NFTs na loja de aplicativos, mas serão aplicadas restrições para o seu uso.

A Apple pode ser considerada uma figura polêmica entre os entusiastas da tecnologia blockchain, já que no passado anunciou a taxa de 30% sobre a comercialização de NFTs em sua plataforma.

Agora, os interessados em comprar NFTs na App Store ou dentro de aplicativos para os dispositivos da marca não poderão desbloquear funcionalidades ou conteúdos adicionais com seus tokens, uma das principais funções dos NFTs na atualidade.

“Os aplicativos podem usar o recurso de compras para fazer vendas e vender serviços relacionados a tokens não fungíveis (NFTs), como a emissão, listagem e transferência. Os aplicativos podem permitir que os usuários visualizem seus próprios NFTs, desde que a propriedade do NFT não desbloqueie recursos ou funcionalidades dentro do aplicativo”, dizem as novas diretrizes.

(Mynt/Divulgação)

Diretrizes para desenvolvedores e corretoras

É a primeira vez que a empresa delineia regras específicas para os NFTs. Esse tipo de diretriz é importante porque informa aos desenvolvedores de aplicativos o que eles podem ou não publicar na loja de aplicativos da Apple. Bastante conhecida por suas restrições, aqueles que violarem estas diretrizes podem ter seus aplicativos barrados ou banidos da App Store.

Para evitar que usuários “contornem” as restrições quanto aos NFTs, a Apple ainda determinou que os desenvolvedores não têm permissão para criar “botões, links externos ou outras chamadas para ação”.

“QR codes, criptomoedas e carteiras de criptomoedas”, que podem ser usados para desbloquear conteúdos ou funcionalidades dentro de um aplicativo também não serão permitidos.

As compras só serão possíveis no aplicativo e o pagamento em criptomoedas, comum na compra e venda de NFTs, não será aceito. Apenas os métodos de pagamentos aceitos pela Apple atualmente serão suportados. A empresa também confirmou a tributação de 30%.

Quanto às criptomoedas, as novas regras ainda esclarecem as condições de listagem de aplicativos de corretoras cripto na App Store.

“Os aplicativos podem facilitar transações ou transferências de criptomoedas em uma corretora cripto aprovada, desde que sejam oferecidos apenas em países ou regiões onde o aplicativo tenha licenciamento e permissões apropriados para fornecer o serviço de uma corretora de criptomoedas”, afirmam as diretrizes da empresa.

Polêmica com a Epic Games e taxa de 30%

A taxa de 30% sobre a comercialização de NFTs na plataforma da Apple já causou controvérsia anteriormente.

Segundo o CEO da Epic Games, responsável pelo sucesso mundial Fortnite, a Apple estaria “matando todos os negócios de plataformas de NFT que não podem tributar” ao “destruir outra tecnologia emergente que poderia rivalizar com seu serviço de pagamento no aplicativo grotescamente superfaturado”.

Alguém precisa parar a Apple”, disse Tim Sweeney em uma publicação de sua conta oficial no Twitter.

Outras plataformas exclusivas para NFTs, por exemplo, não aplicam as mesmas taxas que a Apple. O OpenSea, maior marketplace de NFTs do mundo, cobra uma comissão de 2,5% sobre as vendas realizadas na plataforma.

Magic Eden, a plataforma de NFTs do blockchain Solana, decidiu se retirar da loja de aplicativos da Apple quando soube da taxa, segundo informações do The Information.

No entanto, nem todos os especialistas e executivos do setor estão contra a Apple. Muitos apontam que os jogos para celular podem se beneficiar com a venda de NFTs e a adoção de tecnologias da Web 3 pode ser impulsionada por um público de mais de um bilhão de usuários de iPhone. Além disso, a taxa de 30% é padrão da empresa para outros aplicativos.

Atualmente, a Apple é a maior empresa do mundo, com valor de mercado em US$ 2,4 trilhões, segundo dados do Companies MarketCap. Por outro lado, a indústria da Web3, conhecida como a nova fase da internet que engloba blockchain, criptomoedas e NFTs, ainda dá seus primeiros passos. O OpenSea, maior marketplace de NFTs da atualidade, chegou a ter pouco mais de um milhão de usuários em seu pico no início do ano.

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