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Reindustrialização em SP é prioridade no governo de Tarcísio, diz Jorge Lima

Em evento da Esfera Brasil, secretário de Desenvolvimento afirmou que pretende atrair investimentos; empresários disseram não encontrar subsídios no estado

Em evento, o secretário de Desenvolvimento de São Paulo defendeu as privatizações do Porto de Santos e Sabesp (Esfera Brasil/Divulgação)

Em evento, o secretário de Desenvolvimento de São Paulo defendeu as privatizações do Porto de Santos e Sabesp (Esfera Brasil/Divulgação)

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Publicado em 7 de março de 2023 às 15h37.

São Paulo deve entrar em uma nova fase de desenvolvimento e o foco é trazer de volta os investimentos para o Estado. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Jorge Lima, durante encontro da Esfera Brasil, sobre a necessidade de reindustrialização. Para os empresários, não há no estado subsídios à indústria. Já o secretário destacou que esta será uma das prioridades no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“O olhar hoje é muito descentralizado, mas sem perder o foco nos grandes centros, que é onde a gente atrai investimentos. Desenvolver o que está aqui, desenvolver o que não está e buscar o que deveria estar aqui”, disse o secretário.

O presidente do Conselho da Esfera Brasil, João Camargo, ressaltou que a indústria deixou o estado por não encontrar benefícios como ICMS. “Vocês vão reativar São Paulo para continuar sendo sempre a líder da locomotiva que esse país precisa. Acredito que tem muito empresário ou empreendedor que está sofrendo com concorrências desleais com outros segmentos e outros estados por causa da guerra fiscal”, pontuou.

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Jorge Lima destacou que, de fato, há uma guerra interna no estado: “A guerra fiscal hoje é extrema. Entramos numa guerra interna também”.

Estrategicamente, Lima disse que pretende dividir São Paulo em 16 regiões administrativas e criar coalizões empresariais. Para as cidades com menos de 50 mil habitantes, são esperados outros projetos.

“A gente precisa olhar São Paulo numa rede de industrialização. Temos que fazer a cadeia de valor industrial, vamos olhar vertical e horizontalmente. Vou conversar com empresários locais. Precisa achar a vocação de cada um dos lugares”, explicou.

Privatizações

A privatização do Porto de Santos, o maior terminal da América Latina, foi outro assunto em destaque. O secretário defendeu que o caminho para a solução passa pela iniciativa privada. “A discussão com o governo federal é uma só: você quer condenar a Baixada ou não? Não privatizar Santos é condenar a Baixada à pobreza. São R$ 20 bilhões que estão vindo, numa capacidade de investimentos que a gente não tem. Esse ano foi feito R$ 1 bilhão e pouco de resultado, isso não é nada para investir no Porto de Santos”, afirmou.

Segundo o secretário, a Baixada Santista é responsável por 19% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo que 55% dele é de Cubatão - maior polo industrial da América Latina. Ele acredita que há potencial para crescimento do porto paulista. O recorde de Santos foi 162,4 milhões de toneladas em 2022.

Mas há problemas estruturais. “Não posso aumentar o turismo marítimo, tem problemas de calado, preciso resolver a passagem Guarujá-Santos, a rodovia Anchieta está concentrada, não dá mais para 10 anos, para os veículos de carga. Você tem que liberar a Baixada para crescimento, a privatização é pra isso. O setor público não tem dinheiro”, justificou.

Para Jorge Lima, Santos perde oportunidades de turismo e negócios por não ter uma estrutura para receber o turista que embarca em cruzeiros, como bons shoppings e museus, além de um centro histórico degradado.

No evento, o secretário também defendeu a privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e disse esperar de R$ 50 a 70 bilhões com a iniciativa.

Transição energética

O secretário garantiu que São Paulo tem a chance de liderar a transição energética no país e não pode perder a oportunidade. “Nós temos o gás de Santos, que a gente tem que resolver o problema pra trazer, temos que trabalhar com butano, metanol, a parte sucroalcooleira e mais uma parte grande de produção de álcool no estado. Temos que partir pra isso. Usar a reciclagem. Nós temos que ir para energia limpa”, disse.

Estiveram no evento na capital paulista empresários como Fernando Marques, presidente da União Química, Mauricio Russomanno, CEO da Unipar, também Felipe Fay, CEO da Semp TCL, Roberto Quiroga, sócio-diretor do Mattos Filho Advogados, além de Julia Saluh, gerente de comunicação e marketing da InvestSP.

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