Economia

Venda de principais produtos perde força no varejo

A quantidade de produtos vendidos nos autosserviços subiu 3,4% no primeiro semestre deste ano em comparação a igual período de 2010

De acordo com a pesquisa, o crescimento das vendas de bebidas não-alcoólicas desacelerou de 10,9% para 3,9% (Spencer Platt/AFP/Getty Images/)

De acordo com a pesquisa, o crescimento das vendas de bebidas não-alcoólicas desacelerou de 10,9% para 3,9% (Spencer Platt/AFP/Getty Images/)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2011 às 16h36.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - A desaceleração do crescimento do volume das vendas atingiu as principais categorias de produtos comercializados nos supermercados. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), elaborado pela Nielsen, a quantidade de produtos vendidos nos autosserviços subiu 3,4% no primeiro semestre deste ano em comparação a igual período de 2010, frente a um aumento de 6,5% do mesmo intervalo do ano passado em relação aos seis primeiros meses de 2009.

De acordo com a pesquisa, o crescimento das vendas de bebidas alcoólicas desacelerou de 15,3%, registrado no primeiro semestre do ano passado, para 8,5% nos seis primeiros meses de 2011. Na mesma comparação, houve desaceleração do aumento das vendas de bebidas não alcoólicas, de 10,9% para 3,9%; de produtos perecíveis, de 9,5% para 6,4%; de limpeza caseira, de 6,4% para 2,6%; de mercearia salgada, de 5,3% para 0,1%; de mercearia doce, de 3,3% para 1,9%; de limpeza caseira, de 6,4% para 2,6%; e de higiene e beleza, de 3,3% para 2,9%.

Por produto, no primeiro semestre, os maiores crescimentos ficaram com vinho (30,8%), suco de frutas pronto para o consumo (20,5%), bebida à base de soja (16,6%), chocolate (14,6%), salgadinho para aperitivos (11,9%), carnes congeladas (9,1%), desodorante (9%), cigarro (7,5%), cerveja (6,4%) e iogurte (4,6%). As maiores quedas foram de purê de tomate (-16,6%), sabão em barra (-12,5%), chá (-10,7%), farinha de trigo (-7,6%), lã de aço (-7,3%), aguardente de cana (-6,7%), óleo e azeite (-6,2%), arroz (-5,1%), extrato de tomate (-3,8%) e café em pó e grãos (-3,3%).

No semestre, as vendas na região do Grande Rio de Janeiro foram as que registraram as maiores taxas de crescimento, de 8,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na sequência, aparecem a região Sul (5,2%); Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal (3,9%); região Nordeste (3,9%); Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro (3,7%); Grande São Paulo (2,7%); e interior de São Paulo e litoral (0,5%).

Por região, a cesta básica do Norte em junho foi a mais cara, ao custo de R$ 333,58 (alta de 2,14% frente a maio), seguida pelo Sul, de R$ 331,77% (-1,14%), Sudeste, de R$ 286,91 (-1,19%), Centro-Oeste, de R$ 287,23 (+0,03%) e Nordeste, de R$ 250,21 (-0,97%).

Acompanhe tudo sobre:ComércioVarejoVendasIndicadores econômicos

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%