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Remy Sharp
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Projeções do Fed não indicam uma recessão nos EUA, diz Powell

Segundo o presidente do Fed, ainda será necessário manter a política restritiva por algum tempo até que seja possível atingir a estabilidade de preços

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Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc/Getty Images)

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 14 de dezembro de 2022, 19h16.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, esclareceu que as projeções do banco indicam crescimento lento da economia dos Estados Unidos, não uma recessão. "Acredito que ninguém sabe se teremos recessão nos EUA ou não", afirmou.

Powell observou que o mercado de trabalho americano continua forte e somente agora começou a "abrandar" suas condições, enquanto aluguéis permanecem altos e devem diminuir apenas no próximo ano.

O presidente do Federal Reserve afirmou que a manutenção dos juros em patamares elevados nos Estados Unidos estreitam o caminho para um pouso suave. Por outro lado, a queda da inflação contribui para que a maior economia do mundo ainda consiga evitar um período recessivo.

De acordo com Powell, a queda da inflação vai contribuir para que a retomada da estabilidade de preços nos EUA, o que contribui para um menor aumento do desemprego. "Esperamos quedas significativas na inflação geral e no núcleo da inflação no próximo ano. E este é o tipo de leitura necessária para sustentar isso", disse.

Questionado sobre efeitos da China, que enfrenta problemas por conta da sua política de "covid zero", Powell afirmou que é possível que a inflação no Ocidente seja afetada pelo país asiático. Ponderou, contudo, que não vê "efeitos materiais" para a economia norte-americana.

Powell afirmou também que os juros nos Estados Unidos estão próximos de um "nível suficientemente restritivo". Apesar disso, ele enfatizou que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) querem ter mais evidências de que a inflação no país está realmente em um caminho sustentado de baixa para pensar em cortes nas taxas.

"Continuamos a antecipar que os aumentos serão adequados para estabelecer uma postura de política monetária suficientemente restritiva para retornar a inflação para 2%", disse Powell, em coletiva de imprensa, no período da tarde desta quarta.

O Fomc anunciou nesta data um novo aumento na taxa dos Fed Funds de 50 pontos-base, levando as taxas para um intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. Apesar da desaceleração, Powell disse que o patamar de aumento de 50 pontos-base ainda é "historicamente grande" e que o Fed ainda tem um "caminho a percorrer" na luta contra a inflação.

Segundo ele, os juros nos EUA terão de ser mantidos em um nível restritivo por um tempo uma vez que a experiência histórica advoga contra o afrouxamento prematuro da política monetária. "Acho que diria desta forma, não nos veria considerando cortes de juros até que o comitê esteja confiante de que a inflação está caindo para 2% de forma sustentada", reforçou Powell.

O presidente do BC dos EUA disse ainda que a desaceleração em índices de inflação nos meses de outubro e novembro são bem-vindos. Mas reiterou que faltam mais evidências de que os preços caem de forma sustentada no país, o que deve ocorrer no próximo ano.

"Estamos chegando perto desse nível que consideramos suficientemente restritivo. Nós estabelecemos hoje quais são nossas melhores estimativas para chegar lá e realmente se resume a quanto tempo achamos que esse processo levará. E, claro, damos as boas-vindas a esses melhores relatórios de inflação dos últimos dois meses", concluiu Powell.

 

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