Economia

Nacionalismo e volatilidade ameaçam recuperação global, diz OCDE

Organização estimou que o crescimento global será de 3,3 por cento este ano, avançando para 3,6 por cento em 2018

OCDE: para o Brasil, a organização não mudou a projeção de estagnação em 2017, mas melhorou em 0,3 ponto percentual a expectativa de crescimento no ano que vem (Eric Piermont/AFP)

OCDE: para o Brasil, a organização não mudou a projeção de estagnação em 2017, mas melhorou em 0,3 ponto percentual a expectativa de crescimento no ano que vem (Eric Piermont/AFP)

R

Reuters

Publicado em 7 de março de 2017 às 09h55.

Priorizar nos meus resultados Google

Paris - Uma recuperação modesta em andamento na economia global corre risco diante do nacionalismo econômico e das políticas divergentes de bancos centrais, afirmou nesta terça-feira a OCDE.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou que o crescimento global será de 3,3 por cento este ano, avançando para 3,6 por cento em 2018, inalterado ante as estimativas de novembro.

Para o Brasil, a organização não mudou a projeção de estagnação em 2017, mas melhorou em 0,3 ponto percentual a expectativa de crescimento no ano que vem, a 1,5 por cento.

A economista-chefe da OCDE, Catherine Mann, afirmou que taxas de juros mais altas nos Estados Unidos podem provocar volatilidade nos mercados financeiros, enquanto potencialmente elevam o dólar.

"O nacionalismo econômico é uma questão muito maior porque não sabemos como a linguagem se traduz em política nesse momento", disse ela à Reuters.

Ao atualizar as projeções para as principais economias, a OCDE estimou que os EUA vão crescer 2,4 por cento este ano diante de uma demanda doméstica firme, contra 2,3 por cento em novembro.

Para a zona do euro, a expectativa de crescimento em 2017 foi mantida em 1,6 por cento, mas a OCDE rebaixou a perspectiva para 2018 em 0,1 ponto percentual, a 1,6 por cento.

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraCrescimento econômicoOCDE

Mais de Economia

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%

Prévia do PIB: IBC-Br cai 0,2% em julho com recuo do agro