Economia

Mais choques podem paralisar recuperação da zona do euro

Economia da zona do euro tem crescido há um ano, mas sua expansão continua fraca demais para compensar os dois anos anteriores de recessão


	Sede do BCE: recuperação da zona do euro continua fraca demais apesar das tentativas dos governos de reformas
 (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

Sede do BCE: recuperação da zona do euro continua fraca demais apesar das tentativas dos governos de reformas (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de julho de 2014 às 12h57.

Priorizar nos meus resultados Google

Bruxelas - Qualquer choque negativo pode interromper a recuperação econômica da zona do euro, azedar a melhora da confiança do mercado e eventualmente levar o bloco à deflação, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira.

A economia da zona do euro tem crescido há um ano, mas sua expansão continua fraca demais para compensar os dois anos anteriores de recessão ou garantir progressos relacionados ao desemprego recorde.

"Com espaço político limitado no curto prazo, mais choques negativos, sejam domésticos ou externos, podem azedar a confiança do mercado financeiro, interromper a recuperação e levar a economia a uma inflação mais baixa ou mesmo à deflação", escreveu o FMI em relatório.

O Fundo destacou que a recuperação da zona do euro continua fraca demais apesar das tentativas dos governos de realizar reformas, da ação do Banco Central Europeu (BCE) para impulsionar o crescimento e da limpeza do setor financeiro.

A instituição pediu que a zona do euro sustente a demanda econômica, finalize a reforma do setor bancário conhecida como união bancária e avance com reformas estruturais.

Acompanhe tudo sobre:FMIZona do Euro

Mais de Economia

IPCA sobe 0,82% em setembro, puxado pela conta de luz e alimentos

Durigan diz ter dificuldade de entender 'euforia' do mercado após 1º turno

Reforma tributária: sistema de gestão virou obrigatório para a PME, mas não resolve sozinho

Desgaste de Lula e tensão com STF pesam mais que economia favorável, diz economista