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Outros fabricantes podem ser bons de barulho, mas na ponta do lápis quem mais vende os tão falados biquínis e maiôs brasileiros lá fora é a paulista Companhia Marítima. Escudada pela estrutura industrial da Valisère, que por sua vez integra o grupo Rosset -- o maior produtor de lycra da América do Sul --, a […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h36.

Outros fabricantes podem ser bons de barulho, mas na ponta do lápis quem mais vende os tão falados biquínis e maiôs brasileiros lá fora é a paulista Companhia Marítima. Escudada pela estrutura industrial da Valisère, que por sua vez integra o grupo Rosset -- o maior produtor de lycra da América do Sul --, a Companhia Marítima fez da moda praia um negócio que envolve muitos zeros antes da vírgula. A empresa exporta 300 000 peças por ano, o equivalente a 15% de sua produção. Há poucos meses, depois de um longo trabalho de prospeção e visitas às instalações do grupo, representantes da espanhola Zara e da americana Tommy Hillfiger credenciaram a Companhia Marítima a fabricar maiôs e biquínis no esquema de private label -- ou seja, o modelo e a marca das peças são fornecidos ao fabricante pelos compradores.

Esse contrato é resultado de uma ampla reestruturação ocorrida no grupo há cerca de um ano e meio com o objetivo de prepará-lo para ganhar mais espaço no mercado internacional, sobretudo na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina. "Contratamos gente aqui dentro e lá fora que pensa em exportação 24 horas por dia", diz Benny Rosset, diretor da área de moda praia do grupo. Executivos da empresa foram escalados para acompanhar o trabalho de distribuidores, participar das principais feiras do setor e visitar clientes em potencial. "Não adianta querer exportar só porque existe o produto certo", diz Rosset. "É preciso, antes de mais nada, construir toda uma base competitiva." Além de biquínis, a empresa jáproduz coleções de lingerie com private label para a American Eagle, dos Estados Unidos. Para Rosset, o negócio é exportar serviços. "O cliente chega aqui, senta-se com o estilista, vai para a estamparia, desenvolvea cartela de cores, muda o ponto da máquina e o que mais for necessário", diz. "O princípio é dá para fazer tudo, senão o cliente vira as costas e vai buscar outra solução na China."

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