Economia

Inflação anualizada na Venezuela atinge 8878,1%, diz Parlamento

Alimentos básicos continuam sendo a categoria que mais pesa sobre a alta do custo de vida, segundo presidente da Comissão de Finanças do Legislativo

Venezuela: Parlamento reporta o índice inflacionário diante da falta de dados do governo desde o ano passado (NatanaelGinting/Thinkstock)

Venezuela: Parlamento reporta o índice inflacionário diante da falta de dados do governo desde o ano passado (NatanaelGinting/Thinkstock)

A

AFP

Publicado em 11 de abril de 2018 às 18h04.

Priorizar nos meus resultados Google

A inflação na Venezuela chegou a 8.878,1% nos últimos 12 meses, segundo um estudo do Parlamento de maioria opositora divulgado nesta quarta-feira (11).

De acordo com o relatório, o índice de preços em março passado aumentou 67%, abaixo dos 80% relatados pela Assembleia Nacional para fevereiro.

A inflação acumulada nos três primeiros meses de 2018 chegou a 453,7%, disse o presidente da Comissão de Finanças do Legislativo, Rafael Guzmán, em entrevista coletiva.

Os alimentos básicos continuam sendo a categoria que mais pesa sobre a alta do custo de vida - os preços praticamente duplicaram em março - acrescentou Guzmán, que prevê que "a cifra para abril vai ser muito maior".

Desde o ano passado, o Parlamento reporta o índice inflacionário diante da falta de dados do governo do presidente Nicolás Maduro, que garante que a inflação é induzida como parte de uma "guerra econômica" para derrubá-lo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a hiperinflação chegará a 13.000% em 2018.

Especialistas atribuem o alto custo de vida à falta de divisas - controladas pelo Estado - pela queda da receita petroleira e o elevado gasto público com emissão de dinheiro sem lastro.

A venda de divisas para importação de bens e matérias-primas está praticamente congelada pelo governo, o que estimula um mercado negro onde o dólar multiplica até por dez a cotação oficial.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaCrise econômicaVenezuelaInflaçãoCrise política

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%