Economia

Inflação ainda é desconfortável, mas recua, diz Tombini

Segundo o presidente do BC, a baixa inflação contribuirá para fortalecer a confiança dos empresários e consumidores brasileiros

Tombini: apesar de ainda estar em "patamares desconfortáveis", a inflação acumulada em 12 meses já retomou uma tendência de declínio, avaliou (Abr)

Tombini: apesar de ainda estar em "patamares desconfortáveis", a inflação acumulada em 12 meses já retomou uma tendência de declínio, avaliou (Abr)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de setembro de 2013 às 13h50.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira, 24, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que a baixa inflação contribuirá para fortalecer a confiança dos empresários e consumidores brasileiros.

Segundo ele, essa é uma condição necessária para a consolidação do crescimento para os próximos semestres em bases sustentáveis.

Tombini lembrou que choques externos e internos no segmento agrícola, entre outros fatores, pressionaram a inflação no segundo semestre do ano passado e no início deste ano. Por essa razão, o BC começou a agir, alterando sua comunicação e elevando a taxa básica de juros desde abril.

Segundo ele, apesar de ainda estar em "patamares desconfortáveis", a inflação acumulada em 12 meses já retomou uma tendência de declínio, depois de atingir um pico em junho.

Ele acrescentou que a desvalorização e a volatilidade da taxa de câmbio, no curto prazo, constituem mais uma pressão inflacionária. Mas, no médio e longo prazo, esse movimento deve beneficiar a economia. "O nosso objetivo é uma meta de inflação de 4,5%. Não existe outro objetivo para o BC", afirmou.

Câmbio

Ao fazer um balanço da atuação da instituição no mercado de câmbio, o presidente do BC afirmou que os leilões de swap cambial têm reduzido a volatilidade do real e levou a uma apreciação da nossa moeda na casa de 10%. "A situação de mercado está mais calma a despeito das pendências que ainda existem no mercado internacional", avaliou.

Acompanhe tudo sobre:Mercado financeiroConsumoInflaçãoBanco Central

Mais de Economia

Novo Desenrola: governo vai comprar R$ 150 bi em dívidas de famílias com descontos de 90%

Prévia da inflação: IPCA-15 sobe para 0,70% em setembro, acima da expectativa

Governo reduz contenção no Orçamento para R$ 16,1 bi; entenda a mudança

Empresas do Simples estão na reta final de escolha da reforma tributária — e o mercado pode punir