Economia

Impostômetro alcançará R$ 1 tri amanhã, 6 dias após 2015

De acordo com a ACSP, a demora em atingir o nível neste ano é consequência de uma queda forte da arrecadação causada pela retração da atividade econômica


	Impostômetro: de acordo com a ACSP, a demora em atingir o nível neste ano é consequência de uma queda forte da arrecadação causada pela retração da atividade econômica
 (Carlos Severo/Fotos Públicas)

Impostômetro: de acordo com a ACSP, a demora em atingir o nível neste ano é consequência de uma queda forte da arrecadação causada pela retração da atividade econômica (Carlos Severo/Fotos Públicas)

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Da Redação

Publicado em 4 de julho de 2016 às 12h48.

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São Paulo - O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) deve registrar a marca de R$ 1 trilhão com atraso em relação ao ano anterior pela primeira vez desde 2007.

A previsão da instituição é que o nível trilionário de impostos seja alcançado às 13h30 desta terça-feira, dia 5. Em 2015, esse volume havia sido atingido seis dias antes, em 29 de junho.

De acordo com a ACSP, a demora em atingir o nível de R$ 1 trilhão neste ano é consequência de uma queda forte da arrecadação causada pela retração da atividade econômica. Ainda assim, a associação defende que a saída da crise não passa pelo aumento de tributos.

"Apesar dos aumentos realizados pela administração anterior, vimos que a arrecadação não melhorou em nada. Ou seja, não surtiu nenhum efeito nos cofres do governo. E a carga tributária já está no limite", escreveu, em nota, o presidente da ACSP, Alencar Burti.

"O atual governo precisa focar no controle dos gastos de médio prazo e deixar a economia se recuperar. Embora o PIB não vá crescer neste ano, já há fortes indícios de que o segundo semestre será melhor para todos os setores da atividade econômica", disse.

A primeira vez que o Impostômetro chegou à marca de R$ 1 trilhão foi em 18 de dezembro de 2007. O painel foi implantado em 2005 e abrange o total de impostos, taxas e contribuições pagas pela população brasileira nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal).

O equipamento está localizado no centro da capital paulista e foi criado com o objetivo de dimensionar o tamanho da carga tributária paga pelos brasileiros.

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