Guedes: Já crescemos 2,5%, e vamos crescer 3% [em 2022] ou mais um pouco

"O crescimento será revisto para cima", afirmou Guedes
O ministro também afirmou que a taxa de desemprego do País deve chegar ao fim do ano próxima de 8,0% (Washington Costa/ASCOM/ME/Flickr)
O ministro também afirmou que a taxa de desemprego do País deve chegar ao fim do ano próxima de 8,0% (Washington Costa/ASCOM/ME/Flickr)
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Estadão ConteúdoPublicado em 09/09/2022 às 09:30.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer há pouco que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro "já cresceu" 2,5% em 2022 e deve encerrar o ano com expansão de 3,0% ou mais. "O crescimento será revisto para cima", disse, em referência as expectativas do mercado financeiro, durante evento organizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Guedes voltou a dizer que a inflação do ano está rumando para baixo do que indicavam as projeções do mercado no fim do ano passado. O ministro também afirmou que a taxa de desemprego do País deve chegar ao fim do ano próxima de 8,0%, no menor nível dos últimos anos.

O titular da Economia voltou a dizer que o País está "condenado a crescer" devido ao investimento de R$ 900 bilhões contratado nos próximos dez anos. Ele aproveitou a fala para elogiar o ex-ministro da Infraestrutura e candidato do Republicanos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e presente no evento.

"O Brasil está condenado a crescer, o Brasil vai crescer de qualquer jeito. E o ministro Tarcísio foi uma peça decisiva nisso. Ele vende tudo que passar pela frente: aeroporto, ferrovia, rodovia", disse Guedes, citando a criação do formato de leilões com compromisso.

Inflação

Guedes, disse, há pouco, que o País terá este ano uma inflação abaixo da registrada pelo G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.

"Vamos ter crescimento maior do que todos eles e a China e vamos ter inflação mais baixa do que o G7", disse. Ele acrescentou que o Brasil deve suprir segurança energética ao mundo à frente.

O ministro também voltou a dizer que o País vai investir em economia verde e afirmou que o crédito verde pode render entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões para a Amazônia, que pode ser o "maior centro de bioeconomia do mundo".

"Manaus vai ser a capital mundial da economia verde", disse Guedes. Ele afirmou ainda que empresas como a Tesla, montadora americana de carros elétricos, podem se interessar em produzir na região.

Teto de gastos

O economista também afirmou que o governo vai atacar a pobreza, mas com respeito ao teto dos gastos, em um eventual novo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Depois de voltar a propor a criação de um fundo com a erradicação da pobreza, formado com recursos da venda de ativos públicos, ao invés da taxação de fortunas, o ministro da Economia frisou que o governo está recuperando as estatais e, assim, devolvendo ao povo o patrimônio público.

Numa referência aos governos do PT em palestra que teve tom eleitoral, Guedes disse que a plataforma do presidente Jair Bolsonaro (PL), que vai tentar a reeleição na eleição de outubro é melhor do que emparelhar as estatais e roubar a população.

"Vamos atacar a pobreza e respeitar o teto de gastos", assegurou Guedes, lembrando que o governo subiu os pagamentos do Auxílio Brasil para R$ 600 sem elevar a dívida como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) e gastando menos do que quatro anos atrás. O ministro frisou ainda que a agenda de segundo mandato prevê a recuperação da capacidade de investimento público.

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