Economia

Cai confiança de empresários do transporte, apura a CNT

Segundo Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2014 - Fase 2, 81,4% dos empresários não acredita no aumento da taxa de crescimento do PIB neste ano


	Veículos: 29,4% dos empresários apostam no aumento no número de viagens ainda em 2014
 (Quatro Rodas)

Veículos: 29,4% dos empresários apostam no aumento no número de viagens ainda em 2014 (Quatro Rodas)

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Da Redação

Publicado em 25 de novembro de 2014 às 16h37.

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Brasília - Os transportadores estão pessimistas com o futuro econômico do país, não acreditam no aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e nas soluções para a infraestrutura do transporte nos próximos anos, aponta a Confederação Nacional do Transporte (CNT).

De acordo com a Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2014 - Fase 2, divulgada nesta terça-feira, 25, pela Confederação, parcela de 81,4% dos empresários não acredita no aumento da taxa de crescimento do PIB brasileiro neste ano. Para 72,1% haverá aumento da inflação. Fatia de 67,1% manifestou que o grau de confiança na gestão econômica do governo é baixo. Na primeira sondagem de 2014, divulgada em março, esses índices foram de 70,9%, 63,2% e 52,3%, respectivamente.

A mais recente edição da sondagem indica que somente 25,8% dos empresários esperam aumento na receita bruta e que 29,4% apostam no aumento no número de viagens ainda em 2014.

Em março, esses índices eram 43,2% e 39,3%, destaca a CNT. Também caiu a perspectiva de aumento de contratações formais, de 33,3% para 18,2%.

Para a realização da sondagem, foram feitas entrevistas entre 7 e 24 de outubro.

Foram consultados 445 empresários dos modais rodoviário (cargas e passageiros), aquaviário (marítimo e navegação interior) e ferroviário (cargas).

Segundo a Confederação, o setor tem encontrado muitas dificuldades na contratação de mão-de-obra qualificada e opera sob a expectativa de aumento da inflação e dos custos dos insumos da atividade e, diante disso, não planeja investir.

Neste fim de ano, 72,8% não pretendem adquirir mais veículos, embarcações ou material rodante.

De acordo com a CNT, a falta de estímulo em realizar investimentos pode estar relacionado ao fato de que, para 61,6% do público consultado, a taxa de juros aumentará em 2014, o que significa perspectiva de financiamento mais caro.

"Os empresários estão tendo a percepção do baixo crescimento econômico neste ano de 2014. E isso pode estar contribuindo para a redução de aquisição de veículos e de embarcações pelo setor", afirma, em nota, o presidente da CNT, Clésio Andrade.

A sondagem aponta que 61,8% dos transportadores avaliam que os recursos autorizados pelo governo federal não solucionarão problemas de logística.

Parcela de 86,8% aprova a participação da iniciativa privada como forma de proporcionar as intervenções necessárias ao setor. Para 54,6%, incentivos fiscais podem estimular esses investimentos privados.

Parcela de 75,5% dos empresários entrevistados avaliou que os investimentos estrangeiros em infraestrutura poderão contribuir para a melhoria das condições logísticas no Brasil.

Para 55,1%, a aproximação comercial de Brasil e China beneficiará a prestação do serviço de transporte nacional.

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