Economia

BCE deve incluir a Grécia em plano de títulos, diz ministro

Ministro das Finanças grego disse que a política monetária deveria permitir que bancos centrais nacionais em países com problemas tenham "mais crédito livre"

Gikas Hardouvelis, ministro grego das Finanças: "espero que a Grécia não seja excluída já que nenhum país precisa do 'quantitative easing' tanto quanto a Grécia" (Bloomberg)

Gikas Hardouvelis, ministro grego das Finanças: "espero que a Grécia não seja excluída já que nenhum país precisa do 'quantitative easing' tanto quanto a Grécia" (Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de janeiro de 2015 às 09h46.

Berlim - O ministro das Finanças da Grécia, Gikas Hardouvelis, pediu ao Banco Central Europeu (BCE) para não excluir o país de seu programa de "quantitative easing", que deve ser anunciado ainda nesta quinta-feira, afirmando ao jornal alemão Handelsblatt que ninguém precisa disso tanto quanto os gregos.

"Espero que a Grécia não seja excluída já que nenhum país precisa do 'quantitative easing' tanto quanto a Grécia", disse Hardouvelis ao jornal.

"Somos o país com a maior deflação, a maior relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) e a mais alta taxa de juros doméstica", completou. "Em teoria... somos o beneficiário ideal do programa".

Ele também disse que a política monetária deveria permitir que bancos centrais nacionais em países com problemas tenham "mais crédito livre" e que o programa de impressão de dinheiro do BCE não deveria ser ligado a fatores políticos, como a eleição na Grécia no domingo.

O BCE deve anunciar um plano para comprar títulos de governos ainda nesta quinta-feira, com o objetivo de reanimar a economia da zona do euro e combater a deflação.

Acompanhe tudo sobre:EuropaPiigsUnião EuropeiaGréciaCrise gregaBCE

Mais de Economia

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1

Clubes de futebol enfrentam aumento de tributos com nova regra fiscal

Fazenda projeta crescimento do PIB de 2,3% e IPCA de 3,6% em 2026