Economia

Associação de produtores considera acordo do algodão positivo

Segundo o presidente da Abrapa, possibilidade de retaliação pelo Brasil foi importantíssima como mecanismo de pressão sobre os EUA

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h45.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, considerou positivo o acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos em relação ao contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, a possibilidade de retaliação pelo Brasil foi importantíssima como mecanismo de pressão. Sem isso, de acordo com Cunha, não se teria chegado a um acordo dessa magnitude.

O acordo prevê a não aplicação das retaliações pelo Brasil até 2012, quando a lei agrícola norte-americana será reformada, mas estabelece limite para gastos com subsídios pelo governo dos Estados Unidos e a redução dos subsídios no programa de garantias de crédito à exportação do algodão.

Cunha, no entanto, afirma que seria bastante otimista se acreditar que os Estados Unidos irão retirar integralmente os subsídios na reforma de sua lei agrícola. Mas o presidente da Abrapa acredita que haverá avanços porque se criou um ambiente bastante favorável para trazer esses subsídios a um nível razoável. Segundo ele, os contribuintes norte-americanos já questionam o uso dos recursos do Tesouro norte-americano nesses subsídios e agora, depois de um acordo fechado em abril com o Brasil, na composição de um fundo para compensar as perdas dos produtores de algodão brasileiros.

Acompanhe tudo sobre:ComércioTrigoPaíses ricosAmérica LatinaEstados Unidos (EUA)Dados de BrasilComércio exteriorAgronegócioAgropecuária

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%