Economia

Amorim: diálogo com EUA é possível após retaliação

Rio - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje, no Rio, que será possível manter o diálogo com os Estados Unidos mesmo após a entrada em vigor nesta semana das sobretaxas a produtos norte-americanos por causa dos subsídios dados aos produtores de algodão. "Eu esperaria uma coisa mais concreta do que simplesmente um […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h45.

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Rio - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje, no Rio, que será possível manter o diálogo com os Estados Unidos mesmo após a entrada em vigor nesta semana das sobretaxas a produtos norte-americanos por causa dos subsídios dados aos produtores de algodão. "Eu esperaria uma coisa mais concreta do que simplesmente um pedido de adiamento. Sobre isso, é possível que haja novidades", declarou Amorim, ao ser indagado sobre o tema, após evento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O decreto do governo brasileiro estabelece sobretaxas a 102 produtos norte-americanos, entre eles aparelhos eletrônicos, alimentos, produtos de higiene, limpeza e têxteis. Amorim não confirmou ter recebido um pedido dos EUA para que as sanções sejam adiadas, mas indicou que novas propostas podem ser negociadas entre os dois países. "Quarta-feira não é um prazo fixado por nós; é parte do decreto que entra em vigor. Nada impede que continuemos a negociar depois que se inicie a retaliação", afirmou o ministro.

Apesar das disputas entre os dois países, Amorim estima que o aquecimento do comércio internacional de manufaturas deve fazer com que os EUA voltem a ser o principal parceiro comercial do Brasil este ano, retomando o posto perdido para a China em 2009. "No ano passado, (o porcentual representado pelos EUA nas exportações brasileiras) ficou especialmente baixo por causa da crise. Este ano, vai ficar em torno de 13%, na minha opinião, e a China com 12%", disse ele.

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