Economia

Abras revisa projeção de vendas em 2015 para queda de 0,30%

A entidade iniciou o ano com uma projeção de alta de 2% das vendas anuais, depois revisou a estimativa para 1% e, posteriormente, para expansão de 0,5%


	Mercado: para 2016, as projeções da entidade são um pouco melhores, com expansão em torno de 0,4% na vendas, apesar das perspectivas de "mais um ano de recessão, mas com inflação sob controle"
 (Alexandre Severo / EXAME)

Mercado: para 2016, as projeções da entidade são um pouco melhores, com expansão em torno de 0,4% na vendas, apesar das perspectivas de "mais um ano de recessão, mas com inflação sob controle" (Alexandre Severo / EXAME)

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Da Redação

Publicado em 15 de setembro de 2015 às 17h29.

São Paulo - A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) revisou nesta terça-feira, 15, a projeção de vendas do setor para este ano, para uma com queda de 0,30% em relação a 2014.

A entidade iniciou o ano com uma projeção de alta de 2% das vendas anuais, depois revisou a estimativa para 1% e, posteriormente, para expansão de 0,5%.

"A estimativa de resultados é realizada com moderação porque, de janeiro a julho, o setor já acumula queda de 0,20% em comparação com 2014 e mesmo com as vendas de final de ano a queda de faturamento não deve se reverter", afirma a associação em nota.

Para 2016, as projeções da entidade são um pouco melhores, com expansão em torno de 0,4% na vendas, apesar das perspectivas de "mais um ano de recessão, mas com inflação sob controle".

"O Brasil já enfrentou momentos de verdadeiras crises no passado. Hoje é diferente. Temos uma economia pungente e um mercado interno maduro e bem abastecido. Apesar da previsão inicialmente negativa do nosso Departamento de Economia, estamos trabalhando para equilibrar os resultados este ano e superá-los no ano que vem", afirma, em nota, o presidente da Abras, Fernando Yamada.

Confiança

O Índice de Confiança do Supermercadista, elaborado pela associação em parceria com a GfK, mostra que 48,8% dos empresários do setor estão receosos em relação ao cenário macroeconômico atual do País, ou seja, a expectativa é negativa.

De acordo com o indicador, mesmo considerando a margem de erro, que seria de 5 pontos percentuais para cima ou para baixo, os resultados de 2015 (45,9% em fevereiro; 48,0% em abril; 43,4% em junho; e 48,8% em agosto) confirmam uma desconfiança por parte dos supermercadistas que não está se revertendo.

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