Economia

46% dos devedores não terão como pagar dívidas em 3 meses

O levantamento mostrou ainda que a perda do emprego é a principal razão para deixar de pagar as contas atrasadas, indicada por 28,2% dos consumidores


	Bolso vazio: 61,2% dos entrevistados acreditam que a situação financeira pessoal piorou em comparação com o ano passado
 (AlexKalina/Thinkstock)

Bolso vazio: 61,2% dos entrevistados acreditam que a situação financeira pessoal piorou em comparação com o ano passado (AlexKalina/Thinkstock)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de agosto de 2016 às 10h37.

Priorizar nos meus resultados Google

Quase a metade (46%) dos inadimplentes não têm condições de pagar as dívidas em atraso nos próximos três meses, segundo o Perfil do Inadimplente Brasileiro, divulgado hoje (24).

O levantamento elaborado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou ainda que a perda do emprego é a principal razão para deixar de pagar as contas atrasadas, indicada por 28,2% dos consumidores.

Em seguida, vem a diminuição da renda, apontada como motivo do não pagamento por 14,8%, e a falta de controle financeiro, para 9,6%.

De acordo com a pesquisa, 61,2% dos entrevistados acreditam que a situação financeira pessoal piorou em comparação com o ano passado.

Para 24,4%, as dívidas são o principal motivo desta piora, enquanto 16,4% atribuem o agravamento dos problemas financeiros ao desemprego e 20,4% à queda na renda. O valor médio das dívidas é de R$ 3,5 mil.

A maioria dos devedores deixou de pagar parcelas de empréstimos bancários ou com financeiras (89,6%), prestações de cartões de loja (83,6%), dívidas contraídas no cartão de crédito (74,9%) e contas no crediário (68,7%).

Acompanhe tudo sobre:SPCDesempregorenda-pessoalDívidas pessoais

Mais de Economia

Desemprego cai a 5,3% no trimestre até agosto, com recorde de ocupação

Reforma tributária: lei feita para segurar benefícios ganhou exceção antes de completar um ano

Novo Desenrola: governo vai comprar R$ 150 bi em dívidas de famílias com descontos de 90%

Prévia da inflação: IPCA-15 sobe para 0,70% em setembro, acima da expectativa