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Após polêmica, Flamengo aprova patrocínio com empresa de criptomoeda

Alvo de críticas de ex-dirigente do clube, Moss, do token MCO2 responde acusações e anuncia parceria que renderá R$ 3,6 milhões ao clube

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 (Ricardo Moraes/Reuters)

(Ricardo Moraes/Reuters)

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Lucas Caram, do Cointelegraph Brasil

Publicado em 6 de abril de 2021 às, 12h53.

Última atualização em 6 de abril de 2021 às, 15h23.

O conselho deliberativo do Clube de Regatas Flamengo, atual campeão brasileiro de futebol, aprovou o patrocínio da empresa de criptomoedas de créditos de carbono MOSS, que estava em negociação há cerca de um mês.

O patrocínio estava praticamente acertado entre as partes e dependia da aprovação do conselho para o contrato ser firmado. Agora, a MOSS vai estampar os meiões do uniforme do Flamengo até o fim da temporada 2021.

Na semana passada, o CEO da MOSS, Luis Adaime, falou sobre a expectativa da empresa com o patrocínio de 3,6 milhões de reais para o gigante do futebol brasileiro, dizendo que o token MCO2 poderá subir até 550% nos próximos anos: “Posso afirmar que as estimativas do Banco Central Europeu, do FMI, da British Petroleum e da London School of Economic apontam mais de US$ 100 para 2030, menos de nove anos.”

Polêmica

Apesar da aprovação do conselho e da confirmação do patrocínio, a entrada da MOSS no futebol brasileiro não foi livre de polêmicas. O ex-vice-presidente do Flamengo, Wallim Vasconcelos, participou de uma live com o jornalista Mauro Cezar Pereira e levantou dúvidas sobre a capacidade da empresa de honrar seus compromissos com o clube, classificando a MOSS de "inexpressiva".

"O Flamengo ultimamente tem trazido empresas inexpressivas pro clube, você teve azeite, uma no calção que não pagou, o azeite não pagou... Essa Moss é uma empresa que tem menos de um ano. […] Acho que Flamengo tem que ter empresas grandes no seu uniforme, valorizar seu uniforme. Não quero aqui criticar a Moss, que pode ter um futuro brilhante. Mas hoje não é, é uma total desconhecida e tá se valendo do Flamengo, vai pagar esse valor que não sei se é bom ou ruim. Espero que o Conselho Fiscal e o comitê financeiro avaliem bem a companhia e vejam se ela tem condições de pagar esses 3,5 milhões de reais", afirmou o ex-dirigente.

O ex-dirigente também criticou os tokens em blockchain MCO2, que equivalem a créditos de carbono e são negociados pela Moss em sua plataforma própria e em exchanges como a brasileira Mercado Bitcoin e a sul-coreana Probit, uma das maiores corretoras de criptoativos do mundo: "Em relação ao produto que você comprou, quero alertar o seguinte: pelo que eu entendo desse segmento, você não revender isso pra outra empresa, porque não vai valer nada. O que o dono da Moss falou, 'você compra esse crédito para você depois revende', eu acho que não pode. Você quer neutralizar o seu carbono, que você utiliza por dia no transporte, no carro, na sua casa, você compra pra ser carbono neutro e politicamente correto em relação ao meio ambiente, legal. Mas pegar isso e revender, quem recomprar não vai poder usar duas vezes. Você tá comprando duplamente. Tenho dúvidas se você consegue revender, se isso é permitido.

Diante da declaração, Luis Adaime rebateu as acusações com uma série de publicações no Twitter, marcando tanto o jornalista quanto o ex-dirigente em suas mensagens.

“Quanto a capacidade financeira da Moss Earth, fique tranquilo senhor Wallim e rubro-negros, que a proposta da Moss Earth é de pagar 3,6 milhões de reais à vista, incluindo patrocínio ao time feminino, e portanto não implica qualquer risco financeiro ao clube. Convido o senhor Wallim ou qualquer outro rubro-negro a entrar em contato comigo e esclarecerei dúvidas com o maior prazer. Que não fiquem dúvidas sobre a relevância global da Moss, sua capacidade financeira e/ou idoneidade. E quanto à maneira que créditos de carbono operam e são transacionados, lhe passaram informação equivocada. Globalmente pode-se sim (e negociam amplamente) transacionar créditos de carbono no mercado secundário. Somos agentes registrados do registro global. Quiser conhecer mais sobre a Moss e nossos sócios: metade do PIB brasileiro. Nizan Guanaes é um dos acionistas, fora Fabio Feldmann como conselheiro e The Craftory como fundo investidor. Fizemos ano passado uma das maiores captações de startup."

O departamento de marketing do Flamengo agora prepara-se para anunciar o time como "primeiro clube carbono zero do mundo". O token MCO2, da MOSS, já é negociado em exchanges como a brasileira Mercado Bitcoin e a sul-coreana Probit, uma das maiores corretoras de criptoativos do mundo. Atualmente, o token MCO2 está cotado em cerca de 93 reais.

por Cointelegraph Brasil

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