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Setembro Amarelo: suicídio entre jovens cresce nas Américas; veja sinais de alerta

Mudanças de comportamento, isolamento e falas sobre desesperança podem indicar sofrimento e exigem atenção

Suicídio: mudanças de comportamento e sinais de sofrimento podem indicar a necessidade de apoio (Getty Images/Reprodução)

Suicídio: mudanças de comportamento e sinais de sofrimento podem indicar a necessidade de apoio (Getty Images/Reprodução)

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 11h39.

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O número de suicídios entre adolescentes e jovens adultos aumentou nas Américas nas últimas duas décadas. Em 2021, 18.157 pessoas de 10 a 24 anos morreram por suicídio na região, segundo dados divulgados pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O levantamento analisou dados de 35 países das Américas entre 2000 e 2021. Nesse período, a taxa de mortalidade nesse grupo passou de 5,7 para 7,84 mortes por 100 mil habitantes. O aumento corresponde a 38%, enquanto a taxa da população geral da região cresceu 17%.

O suicídio é atualmente a terceira principal causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos nas Américas. O crescimento também foi mais rápido entre as mulheres e atingiu níveis especialmente preocupantes entre adolescentes de 10 a 14 anos.

Quais fatores podem estar relacionados ao aumento?

Segundo a Opas, diferentes fatores podem contribuir para o aumento observado entre os jovens. Entre eles estão problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, além do uso de substâncias.

A organização também cita a exposição excessiva a ambientes digitais, o cyberbullying, a pressão social e o acesso a meios letais.

As evidências indicam que parte desses fatores pode ser prevenida ou tratada, principalmente quando identificada de forma precoce.

Em um comunicado, Renato Oliveira e Souza, chefe da Unidade de Saúde Mental e Uso de Substâncias da Opas, afirma que o cenário reforça a necessidade de ampliar a detecção e as intervenções em escolas e comunidades.

Mudanças de comportamento merecem atenção

Alterações importantes no comportamento podem indicar que um adolescente ou jovem está passando por sofrimento emocional Afastamento de amigos e familiares, perda de interesse por atividades antes prazerosas e mudanças significativas no sono ou no apetite são alguns sinais que merecem atenção.

Também é importante levar a sério falas relacionadas à desesperança, à falta de sentido ou à vontade de morrer. Esses comentários não devem ser tratados como exagero ou tentativa de chamar atenção.

A presença desses sinais indica a necessidade de acolhimento e de busca por ajuda profissional. O acompanhamento deve considerar as necessidades específicas de cada pessoa.

Setembro Amarelo reforça importância da escuta

A campanha Setembro Amarelo de 2026, promovida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), tem como tema “Escutar é estar presente”. A iniciativa destaca a importância de ouvir pessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional, com atenção e sem julgamentos.

A prevenção também envolve ações em escolas e comunidades. Segundo a Opas, programas de promoção da saúde mental e de desenvolvimento de habilidades socioemocionais podem fazer parte das estratégias preventivas.

A organização também recomenda melhorar a identificação precoce e o acompanhamento de pessoas em situação de risco.

Precisa de apoio ou ajuda?

Se você ou alguém que conhece está passando por sofrimento emocional ou pensando em suicídio, procure ajuda. Existem serviços gratuitos e confidenciais disponíveis no Brasil.

  • CVV (Centro de Valorização da Vida): ligue 188, gratuitamente, 24 horas por dia. Também é possível buscar atendimento pelo site do CVV, por chat e e-mail.
  • CAPS: os Centros de Atenção Psicossocial oferecem atendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
  • UBS: uma Unidade Básica de Saúde pode orientar sobre os serviços disponíveis e encaminhar para atendimento especializado.
  • Emergência: em uma situação de risco imediato, procure um serviço de emergência ou acione o SAMU pelo 192.
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